quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Top 5 - Relembre os títulos inesquecíveis da história do Corinthians



A torcida do Corinthians se gaba por ter uma trajetória marcada por sofrimento e paixão. Mas títulos importantes também fazem parte desses 100 anos e marcaram diferentes momentos da história. Desde a década de 50, o clube soma conquistas de expressão quando derrubou os rivais e levantou o cobiçado troféu do IV Centenário de São Paulo, passando, em seguida, pelo alívio do fim de um jejum de 22 anos sem títulos. O Paulista de 1982 serviu para coroar o pioneirismo da Democracia Corintiana e antecedeu o esperado primeiro Campeonato Brasileiro em 1990. E se a Libertadores ainda é um sonho, o Mundial de Clubes já se tornou realidade no ano 2000.

IV Centenário de São Paulo - 1954

Após um período de vacas magras na década de 40, o Corinthians apostou na base e se renovou para uma época de conquistas. Nomes como Luizinho, Cabeção, Roberto Belangero e Idário se juntaram aos conhecidos Baltazar, Cláudio e Gilmar, consagrados com títulos do Rio-São Paulo e Paulista. Mas nada era considerado mais importante que o Paulista de 1954, cobiçado por todas as equipes e que comemorava o IV Centenário da fundação de São Paulo. Na penúltima rodada, o Corinthians estava na liderança e enfrentaria o Palmeiras. O Corinthians abriu o placar com Luizinho, de cabeça. Sofreu o empate, mas segurou o resultado que lhe servia e coroou a geração vitoriosa dos anos 50.

Fim da fila em 1977

Foram 8.160 dias de espera. Após mais de 22 anos, o Corinthians finalmente conquistou o título paulista que representou o "fim da fila". O último grito de campeão havia sido em 1954, na conquista do Paulistão. Desde então, uma nova geração passou pelo "faz-me-rir", a passagem de Rivellino, a invasão no Maracanã e os deboches dos rivais. Até que em 13 de outubro de 1977, o 'pé-de-anjo' de Basílio devolveu a alegria ao torcedor corintiano. Foi suado. Aos 37 minutos do segundo tempo, Vaguinho chutou, a bola ainda bateu na trave, Vladimir cabeceou, o zagueiro rebateu e Basílio chutou forte para decretar a vitória sobre a Ponte por 1 a 0 no terceiro jogo.

Democracia Corintiana brilha em 82

O título paulista de 1982 provou que futebol e política podem sim andar lado a lado. A conquista coroou a Democracia Corintiana, sistema de autogestão em que jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo por voto em plena ditadura militar. Liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o movimento deu resultado em campo. Na final do Paulista, o Corinthians jogou contra o favorito São Paulo. A equipe do Morumbi, então bicampeã, contava com craques com passagem pela seleção e era chamada de "A Máquina", mas sucumbiu à força alvinegra. Com a melhor campanha do campeonato, o Corinthians venceu o primeiro jogo da final e tinha o direito do empate. Na etapa final, Biro-Biro marcou dois gols e Casagrande selou o triunfo por 3 a 1.

Primeiro Brasileiro em 1990


No início dos anos 90 o Corinthians vivia um momento de muita pressão para conquistar um título de expressão nacional. O time, considerado modesto, sofreu e se classificou apenas na última rodada, mas se consagrou sob a liderança do goleiro Ronaldo e principalmente do craque Neto, autor de nove gols no torneio. A equipe alvinegra passou por Atlético-MG e Bahia nas quartas e na semi. Na grande final, enfrentou o arquirrival São Paulo. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0 com gol de Wilson Mano após cruzamento de Neto. Na partida decisiva, a torcida alvinegra foi ao delírio com o golaço de Tupãzinho aos 9 minutos do segundo tempo, que decretou o primeiro título brasileiro do Corinthians.

Mundial de Clubes em 2000

O título Mundial de Clubes de 2000 é contestado por muitos rivais, mas os corintianos se gabam por serem campeões do mundo com o aval da Fifa. Como não poderia ser diferente, a conquista veio de forma dramática. Após empate em 0 a 0 com o Vasco na final, o Corinthians ganhou nos pênaltis por 4 a 3. Marcelinho Carioca ainda desperdiçou a cobrança, mas Dida pegou o pênalti cobrado por Gilberto e, na última chance vascaína, Edmundo chutou para fora em pleno Maracanã e selou o título alvinegro após deixar para trás clubes como Manchester United e Real Madrid. O atacante Edilson foi o ganhador da "Bola de Ouro". Ele fez dois gols e ficou marcado pela jogada em que colocou a bola entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conheça as plantas que ajudam a deixar os cabelos mais bonitos


A sabedoria popular já colocou as plantas entre os itens indispensáveis de beleza. Não é para menos: ingredientes comumente encontrados em cosméticos, como o aloe vera, são extraídos de plantas – no caso, da babosa. E para os cabelos há plantas e ervas que os deixam bonitos, com a oleosidade controlada e até podem auxiliar no crescimento dos fios.

Antes de se aventurar a fazer o próprio composto, a dermatologista Érica Monteiro desencoraja ao explicar que há cuidados no uso. “Ao usar a planta diretamente, não se sabe a quantidade, a concentração nem a contaminação. Além de ser mais difícil achá-la. Os produtos industrializados têm a vantagem de se saber a concentração e não está contaminado”, explica a dermatologista, que acrescenta ainda a importância do veículo ao qual está misturada a substância ativa – podem ser cremes, espumas, shampoo.

As plantas que fazem a cabeça
Conheça a seguir as propriedades de plantas popularmente conhecidas por serem aliados na beleza das madeixas e que, segundo a dermatologista, já ganharam a atenção dos pesquisadores.

Babosa

A dermatologista explica que a babosa auxilia no tratamento dos fios que, com o uso de secadores, poluição e produtos químicos, ficam com as cutículas danificadas. “Da babosa é retirado o extrato que tem penetrabilidade nos fios, fecha as cutículas e melhora o brilho”.

Jojoba

A planta tem uma função semelhante à da babosa: “a jojoba tem o mesmo tipo de propriedade. É selante, tem ação antiinflamatória e antioxidante”.

Sálvia
“A ação mais importante é a antiinflamatória”, explica Érica. Ela ressalta que esta é uma das propriedades mais importantes para o cabelo. Para potencializar o efeito: “o uso do silicone como veículo ajuda a selar a cutícula”.

Alecrim

“Antiinflamatório, ajuda no controle da oleosidade”, explica Érica.

Jaborandi

“O jaborandi tem propriedades que estimulam a circulação sanguínea. Com mais oxigenação, os cabelos ficam fortalecidos”. Por isso, a planta é muito usada para auxiliar no tratamento para crescimento de cabelo.

Camomila
“A camomila tem ação clareadora, promove a despigmentação do fio. Os cabelos ficam mais claros, os mais escuros também clareiam, com mechas”. Para isso, a médica não recomenda usar o chá. “O veículo do chá, a água, acaba ressecando, desidratando o cabelo”. Vale investir em produtos com a substância.

Nada também de se expor ao sol para potencializar o efeito clareador. A dermatologista adverte que isso pode provocar manchar se o produto escorrer. “Os produtos não têm esta indicação. A química dos condicionadores, leave-in, reagem à radiação ultravioleta ao longo do dia. São feitos para aplicar e ficar exposto à radiação do dia”.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Em reencontro sem mágoas, Gustavo e Marcelinho superam Ricardinho

Ex-companheiros de seleção do levantador ajudam o Pinheiros a vencer o Vôlei Futuro por 3 sets a 2, em partida válida pelo Campeonato Paulista



Até a noite desta quarta-feira, a expectativa era de tensão nos dois lados da rede. Mas, no reencontro entre Ricardinho, do Vôlei Futuro, e Marcelinho e Gustavo, do Pinheiros, pelo Campeonato Paulista de vôlei, não houve nada disso. Antes do jogo, brincadeiras em frente à rede e conversas animadas. Na partida, seriedade dos dois lados. No fim, a dupla da casa sofreu, mas levou a melhor sobre o ex-levantador da seleção brasileira por 3 sets a 2, parciais 32/20, 22/25, 25/11,25/22 e 15/13.
Vôlei gustavo marcelinho pinheiros ricardinho vôlei futuroGustavo, Ricardinho e Marcelinho posam para a foto após a partida

Após a partida, Ricardinho, que depois de vencer o São Caetano na estreia, teve sua primeira derrota desde o retorno, voltou a afirmar que a polêmica e o mal-estar envolvendo a sua saída repentina da seleção brasileira ficaram para trás.

- É supernatural. Fazia muito tempo que nós não nos víamos, mas já falei: aquilo tudo passou. Não adianta perguntar se há algum tipo de problema porque não há. Da minha parte, estou super tranquilo, de coração aberto. Não tem problema algum – garantiu o jogador do Vôlei Futuro, que contou com a torcida dos pais no ginásio do Pinheiros.

Marcelinho, que substituiu Ricardinho na disputa do Pan-Americano do Rio, em 2007, logo após a saída do levantador da seleção, comemorou a volta do amigo ao país.

- Não só nos demos bem, como também nos divertimos jogando. É um grande amigo, pena que ficamos estes três anos afastados. Quando ele foi jogar na Europa, eu estava voltando. É um enorme prazer vê-lo aqui e abrilhantando o nosso vôlei. Nós entramos na mesma época na seleção, começamos juntos a jogar vôlei. Foi um encontro muito feliz.

Gustavo, que atuou ao lado de Ricardinho também no Treviso, da Itália, ressaltou a dificuldade de enfrentar alguém do nível do ex-companheiro.

- É difícil, basta ver o que foi o jogo. Ele é um dos melhores - se não o melhor - levantadores do mundo. Faz qualquer time jogar. É muito habilidoso. Estou muito feliz por ele ter voltado. Parabéns a ele e ao Vôlei Futuro, que investiu na volta do Ricardinho. Eu estava ansioso para o jogo, mas fiquei muito mais feliz por ter vencido – brincou.

No reencontro, melhor para o Pinheiros

O primeiro set começou com Marcelinho e Ricardinho como protagonistas. Logo no primeiro ponto, o levantador do Pinheiros virou bem de segunda e mandou a bola pela primeira vez ao chão. Na sequência, o jogador do Vôlei Futuro respondeu e deu ótimo passe para um companheiro deixar tudo igual.
vôlei pinheiros Gustavo, de costas, no meio, observa Ricardinho(17)



Ricardinho vibrava a cada ponto com os novos companheiros. Mostrava também bom entrosamento com os outros jogadores, encaixando bons ataques. No entanto, o Pinheiros foi, aos poucos, construindo sua vantagem, apesar de as duas equipes errarem um pouco mais do que o normal. O Vôlei Futuro conseguiu a reação e chegou a virar o jogo, em 18/17. Mesmo assim, a igualdade entre os times era maior.

Com Ricardinho e Gustavo no banco durante um tempo, nenhuma equipe deixava a rival escapar. Os dois ex-companheiros voltaram à quadra, e o set só foi decidido quando o placar marcou 32/30 para o time da casa.

No segundo set, o Vôlei Futuro começou melhor, abrindo 4/1. O Pinheiros conseguiu diminuir a diferença, e a parcial foi para o primeiro tempo técnico com 8/6 para o time de Araçatuba. Os visitantes continuaram melhores e voltaram a deixar os rivais para trás.

O Pinheiros buscou a diferença e deixou tudo igual: 18/18. Assim como no primeiro set, as duas equipes passaram a se alternar no placar. No fim da parcial, porém, o Vôlei Futuro conseguiu deslanchar e fechou em 25/22.

No terceiro set, o Pinheiros voltou melhor. E não demorou muito para abrir uma boa vantagem. Apesar dos esforços de Ricardinho, que mostrava o conhecido talento em ótimas viradas de jogo, o time da casa não deu qualquer chance aos rivais: 25/11, fazendo 2 a 1 na partida.

O quarto set foi dos ralis. Com as duas equipes lutando muito em quadra, os jogadores tinham dificuldades de mandar a bola ao chão. O Pinheiros chegou a controlar a primeira parte da parcial, mas o Vôlei Futuro foi atrás e empatou em 16/16. Foi a vez, então, da equipe de Araçatuba passar a dianteira e fechar em 25/22.

No set decisivo, prevaleceu novamente o equilíbrio. Dos dois lados, muita luta e entrega. No fim, no entanto, o Pinheiros acabou levando a melhor, fechando a parcial em 15/13 e o jogo em 3 sets a 2. Ainda em quadra, Ricardinho, Gustavo e Marcelinho posaram para fotos, brincaram entre si e passaram a certeza de que as mágoas realmente ficaram para trás.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dupla cria submarino com aparência de tubarão e golfinho

Brinquedinho 'Seabreacher X' custa cerca de 60 mil libras.
Veículo consegue mergulhar e dar saltos de 3,5 metros fora d'água.


Os inventores Rob Innes e Dan Piazza, proprietários da empresa Innespace, criaram uma espécie de submarino com aparência de tubarão e golfinho. O veículo consegue mergulhar e dar saltos de mais de 3,5 metros de altura fora d'água, segundo o jornal inglês "Daily Mail'.

'Submarino-tubarão' alcança 80 km/h em cima d'água e 32 km/h debaixo. 'Submarino-tubarão' alcança 80 km/h em cima d'água e 32 km/h debaixo.

Submarino consegue mergulhar e dar saltos de mais de 3,5 m de altura fora d'água.Submarino consegue mergulhar e dar saltos fora d'água. (Foto:

Uma das criações de Innes, apaixonado por esportes aquáticos, e Dan Piazza, de 52 anos, é um veículo com aparência de tubarão branco. Ele conta com barbatana dorsal e mandíbula, mede cinco metros de comprimento e alcança 80 km/h em cima d'água e 32 km/h debaixo.

A dupla construiu o primeiro submarino há 12 anos e hoje sua empresa tem uma longa lista de espera. O brinquedinho "Seabreacher X", que mais parece ter saído de um dos filmes de James Bond, custa cerca de 60 mil libras (R$ 165 mil), segundo o "Daily Mail".

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Brasileiros conseguem cinco medalhas de bronze em olimpíada de física

A equipe brasileira que participou da 41ª Olimpíada Internacional de Física (International Physics Olympiad - IPhO), realizada entre 17 e 25 de julho em Zagreb, na Croácia, voltou para casa com cinco medalhas de bronze. É a primeira vez que toda a equipe brasileira, formada por cinco estudantes do ensino médio, recebe medalhas.

A competição acontece anualmente e o Brasil participa desde 2000, por iniciativa da Sociedade Brasileira de Física. No ano passado, o país ganhou quatro medalhas: duas de prata e duas de bronze. O Brasil é o país da América Latina com maior número de medalhas conquistadas na IPhO.


Integrantes da equipe brasileira que participou da Olimpíada Internacional de Física

A equipe foi formada pelos estudantes Rodrigo Alencar (CE), Filipe Rodrigues de Almeida Lira (PE), Cássio dos Santos Sousa, Gustavo Haddad Braga e Rodrigo Silva, os três últimos do Estado de São Paulo. Todos são alunos de colégios particulares, quatro estão no terceiro colegial e um no segundo – Gustavo, o primeiro estudante brasileiro do segundo ano a participar da olimpíada.

Os brasileiros concorreram com 380 estudantes de 80 países. De acordo com o regulamento da competição, as medalhas são atribuídas proporcionalmente: 8% dos participantes recebem a de ouro, até 25% de ouro ou prata e até 50% de ouro, prata ou bronze. As provas aconteceram em dois dias da programação, uma com três problemas teóricos e outra com dois práticos, cada um valendo dez pontos (50 no total). Gustavo, o mais bem-colocado entre os brasileiros, fez 27,5 pontos e ficou na 150ª posição.

Rotina de provas

O professor Euclydes Marega Júnior, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, foi responsável por coordenar a equipe. Ele conta que os alunos começam a preparação para a competição cerca de dois anos antes, com uma série de provas a partir da primeira etapa da Olimpíada Brasileira de Física (OBF), que na última edição foi feita por cerca de 250 mil alunos da nona série e primeiro ano do ensino médio, de 4,8 mil escolas de todo o Brasil. Os alunos que foram para Zagreb fizeram essa etapa em 2008.

De acordo com Marega, essa primeira fase já exclui praticamente 80% dos alunos, pois a maioria não atinge a nota mínima para passar para a segunda. Á terceira fase, chegam entre 1000 e 1500 alunos, dos quais são selecionados 60.

Os 60 selecionados passam por uma outra prova em que sobrevivem apenas 12. Esses fazem uma prova que é aplicada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Só então são definidos os cinco que vão para a IPhO. Os sete restantes fazem outra prova que seleciona quatro para a Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF).

O projeto recebe apoio do governo federal através d O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) .

Gênero

Marega conta que, nesse ano, dos 12 que fizeram a última prova, apenas duas eram meninas. “É uma coisa meio histórica, nas carreiras de exataS sempre temos mais homens, em física, matemática. Internacionalmente também é assim, de vez em quando aparece uma garota por equipe, chuto que sejam uns 10% do total (de participantes das olimpíadas).”

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Guia para Londres-2012 diz que brasileiro só se atrasa e argentino é sem graça

Você é brasileiro e está pensando em ir à Londres para as Olimpíadas de 2012? Então se prepare. A agência nacional de turismo da Grã Bretanha preparou um guia para que os ingleses recepcionem bem os turistas. E abusou dos estereótipos. Para eles, por exemplo, brasileiros estão sempre atrasados e os argentinos tem um humor sem graça.
AS RECOMENDAÇÕES DO GUIA

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Para lidar com os brasileiros:
- Seja gentil e não fique bravo com as tentativas dos brasileiros de falar inglês
- Não pergunte sobre idade e estado civil
- Esteja preparado para ser interrompido
- Mulheres sempre se vestem de forma sexy
- Não se assuste com os beijinhos
- Estão sempre atrasados

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Para lidar com os argentinos:
- Não fale das Falklands, é um assunto delicado
- Não fale de EUA ou Brasil. São rivais
- Não use America para falar dos EUA. Eles também se sentem americanos
- Não fale de política e de religião, mesmo que eles estejam falando dela
- Não sirva vinho, é uma ação delicada e cheia de simbolismos e pode ofender alguém
- Não se ofenda com o humor típico dos argentinos

* TIRO ESPORTIVO TEM 1º CLASSIFICADO PARA 2012

Para os brasileiros, a lista de recomendações é grande. Segundo o documento, as mulheres se vestem de maneira sexy para qualquer ocasião e o “brasileiro é um povo que tem uma noção de espaço pessoal menor do que outras culturas”. Na prática, isso significa que beijos na bochecha e abraços são comum e “o toque não tem conotação sexual, mas é amostra de amizade ou preocupação”.

Além disso, o guia diz que, no Brasil, a noção de tempo não é a mesma que a Inglaterra e as relações humanas são mais valorizadas do que os horários definidos. Na prática, os ingleses queriam dizer: se prepare, os brasileiros se atrasam, e muito.

Em outros guias, os estereótipos se repetem. Os argentinos, por exemplo, são retratados como donos de um humor peculiar e de gênio curto. Você não deve, por exemplo, falar das Malvinas, dos EUA ou do Brasil e não deve falar de política ou de religião. O mais importante, no entanto, é nunca servir vinho: “é uma ação cheia de significados complexos e você pode ofender alguém.”

Fora da América do Sul, a tendência é a mesma. Com os mexicanos, você não deve falar sobre imigrantes ilegais nem probreza. Com indianos, espera um comportamento rude. Com árabes, a tendência é a mudança rápida de humor.

Segundo Sandy Dawe, cheee do VisitBritain, a agência oficial de turismo britânica, em entrevista ao jornal Guardian, o país vai receber milhões de pessoas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e “é vital para a economia receber amistosamente os turistas”

Morte durante concurso de sauna levanta questões sobre os limites de competições absurdas

O sofrimento de pessoas serviu de entretenimento para as massas desde tempos imemoriais. No circo romano, as multidões assistiam a espetáculos em que seres humanos, de forma involuntária, sofriam e morriam na arena. Os tempos mudaram, e os concursos que exploram o limite do corpo, agora com a voluntariedade de seus participantes, estão na telinha. No último domingo o russo Vladimir Ladizhensky, de 60 anos, morreu em uma sauna a 110 graus enquanto tentava resistir em uma competição - o Mundial de Sauna - com o finlandês Timo Kaukonen, de 40 anos, que também sofreu queimaduras e foi hospitalizado. O desejo de notoriedade - fama e prêmios - se soma ao interesse de uma parte do público por assistir a esse tipo de função mórbida, carregada de tons dramáticos. Uma combinação de sucesso.

Para ter uma ideia da dureza que representa para o corpo humano o Campeonato Mundial de Sauna em que Ladizhensky morreu, fica para a posteridade o documentário "Suor", de Thomas Hilland, em que Kaukonen, o adversário do russo morto, descreve suas sensações físicas quando participa desses shows: "A competição começa a 110 graus. Como todos medimos nossa resistência, ninguém quer ser o primeiro a sair".

O concorrente explica que o principal motivo de abandono é a dificuldade para respirar. "Você pode tirar 30 segundos quando sente dificuldades", salienta, "mas isso significa que pode sofrer danos físicos em seu sistema respiratório. Você queima por dentro." Trata-se de um desafio à beira da morte: "Os últimos dez minutos de competição são pura dor. É quase impossível respirar devido ao calor".

E todo esse espetáculo é acompanhado e incentivado das arquibancadas por pessoas acostumadas a usar a sauna e que conhecem seus limites. Na Finlândia existem 1,5 milhão de saunas para uma população de apenas 5,3 milhões. O Campeonato Mundial de Sauna se realiza desde 1999 na localidade de Heinola. Depois da morte do concorrente, os organizadores decidiram encerrar a competição para sempre. Como era transmitida pela televisão, tinha patrocinadores que colocavam sua publicidade em cartazes atrás dos concorrentes.

Por que ocorrem esses espetáculos? A psicóloga Isabel Larraburu afirma que "há muito narcisismo doentio", como o que é expressado nos "reality-shows" da televisão. "São pessoas que buscam seus 15 minutos de fama", observa, "e isso passa por cima de qualquer coisa, inclusive de seu próprio corpo." Esse comportamento é considerado anormal pelos especialistas, já que é adotado por pessoas que têm um "vazio interior" que compensam com a fama efêmera de suas façanhas: "Precisam do aplauso social como do ar que respiram". Ao ponto de que o reconhecimento dos demais "supera o respeito por si próprios".

A isto deve-se acrescentar o interesse de uma parte do público por ver alguém resistir até o limite. "É juntar a fome com a vontade de comer", comenta Larraburu. "O público que o fomenta e está disposto a comprar e o concorrente que se presta porque quer ser comprado." Do ponto de vista psicológico, "é uma aberração que uma pessoa se preste voluntariamente" a esse tipo de espetáculo. Na opinião dela, "o que se vende é o próprio sofrimento".

A antropóloga Mercedes Fernández considera que "faz anos que esse tipo de programa serve para que os espectadores aprendam coisas", porque "é capaz de representar a força do ser humano". Do ponto de vista do público, "esse desejo de observação tem a ver com a catarse coletiva diante de uma prática que pode ser um jogo, um divertimento". "Une a todos e transforma a tela em um ser próximo", indica.

Fernández duvida de que nesse caso exista "sadismo coletivo" no fato de ver alguém "até quando vai aguentar e quão valente é". Nesse comportamento, considera a antropóloga, "está disfarçado o que qualquer um é capaz de fazer para conseguir um prêmio". Segundo ela, trata-se de "um sistema de retroalimentação: acima da própria saúde estão o dinheiro e a fama". Ela salienta que nesses espetáculos, além do sofrimento que se pode observar entre os concorrentes, "ninguém deseja a morte".

O professor de comunicação audiovisual Jordi Balló reflete sobre o fato de que a intervenção da televisão transforma um espaço de confidências em voz baixa em uma zona aberta para outro tipo de diversão: "Certamente a febre competitiva da sauna seria impensável sem a televisão, que sempre procura criar competição em qualquer coisa, porque é a única que transforma o ao vivo em espetáculo".

Na opinião de Balló, "a sauna se mostrou um bom palco de televisão, porque é isolada e identificada como um lugar de conversa masculina". Como exemplo, dá uma ficção da televisão dinamarquesa, "Quem É Hitler?", em que um neonazista, um judeu e um comunista se encontram em uma sauna. A história acaba com o assassinato de um deles. Também menciona o documentário "Vapor de Vida", que percorre saunas por toda a Finlândia, onde se reúnem os homens e que constituem "espaços de reflexão filosófica melancólica". Tudo isso muito distante do concurso em que Ladizhensky morreu.

Essa competição tem muito em comum com os sérios riscos para a vida que outras pessoas assumem em busca de fama e fortuna. Trata-se de concursos absurdos ou de busca de recordes temerários - o Livro Guinness dos Recordes contém vários deles -, nos quais o limite é imposto pela natureza humana e não a habilidade ou capacidade para fazer algo. São aqueles que consistem em aguentar condições extremas, como o frio, em comer algum tipo de alimento até o esgotamento ou em ingerir uma bebida alcoólica até cair embriagado. O fim é ver quem aguenta mais. E o prêmio para o vencedor, um insignificante momento de glória.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Como evitar problemas ao pintar as paredes




Se você está pensando em renovar o visual da casa, pintar as paredes pode ser uma ótima ideia, seja colocando uma cor vibrante em uma das paredes do cômodo, mudando o tom do ambiente inteiro ou até criando formas através da cor. O ideal é contratar os serviços de um profissional, mas, caso o orçamento não permita, você pode realizar a tarefa por conta própria: basta ficar atento às dicas a seguir.

Prepare a superfície a ser pintada

Antes de pintar, é importante preparar a superfície da parede, raspando, lixando e eliminando pontos descascados. Segundo Kleber Tammerik, Coordenador de Serviços ao Mercado da Suvinil, a parede deve estar seca, sem gordura ou poeira, e não deve estar brilhante ou muito lisa – se possuir uma pintura anterior, é preciso lixar até que fique fosca.



Não passe a tinta diretamente na parede virgem

Após a preparação da superfície, a aplicação de uma demão de fundo preparador de paredes faz com que as partículas soltas se aglutinem. Depois, é necessário aplicar massa acrílica (para áreas internas ou externas) ou corrida (para áreas internas que não tenham contato com água e vapor) para corrigir as imperfeições. Espere secar completamente antes de começar a pintar.

Não dilua a tinta mais que o necessário

A diluição correta da tinta, de acordo com as indicações do fabricante, é essencial para que a tinta proporcione boa cobertura, garantindo o melhor resultado na aplicação. Segundo Gisele Bonfim, supervisora técnica da Abrafati (Associação Brasileira dos Facbircantes de Tintas), caso a tinta não esteja em conformidade com as normas técnicas, ela apresentará baixo rendimento e baixa resistência à abrasão, além de menor durabilidade e resistência a produtos de limpeza.




Como combater fungos e manchas de água

Após a pintura, a superfície ainda pode apresentar alguns problemas a longo prazo, como a presença de fungos e algas. Neste caso, William Hamam, Coordenador de Produtos da Futura Tintas, aconselha lavar o local com uma solução de água sanitária com água na proporção 1:1, esfregando com uma escova de nylon e enxaguando com água. “Após escovar, aplique novamente a solução e deixe agir por aproximadamente 5 horas. Por fim, enxágüe bem”, recomenda. No caso de manchas de água, causadas por chuvas irregulares, a solução é lavar imediatamente toda a parede com água até que se eliminem as matérias solúveis.

Por mais que os procedimentos possam parecer trabalhosos a curto prazo, pouparão dores de cabeça no futuro. Segundo William Saraiva, Gerente de Produtos da Coral, se for feito o teste com duas paredes sujeitas às mesmas condições climáticas, uma pintada seguindo as recomendações e outra não, esta última pode ter a vida útil reduzida pela metade.