segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Maior estátua de Jesus Cristo do mundo é consagrada na Polônia


À esquerda, a estátua de Jesus Cristo, que supera os 52 metros de altura, inaugurada na cidade de Swiebodzin, na Polônia (21/11/2010); à direita, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, com 36 metros de altura (8/7/2007)

Milhares de fiéis participaram, neste domingo em Swiebodzin, da consagração da maior estátua de Jesus Cristo do mundo, um monumento que supera os 52 metros de altura.

Os atos começaram com uma grande missa no santuário da Misericórdia Divina e continuaram com uma peregrinação pelo local onde fica o monumento, construído com doações privadas, em sua maioria dos 21 mil habitantes de Swiebodzin.

A figura mede 33 metros, que correspondem aos 33 anos que Cristo viveu. A eles se somam três metros da coroa, outro número simbólico, já que representam os anos que Jesus dedicou a pregar; e 16,5 metros de pedestal, que serve de apoio para o monumento que tem 52,5 metros.

A estátua - mais alta que o Cristo Redentor - ficou pronta no dia seis de novembro.

Sua envergadura e peso também são impressionantes: 25 metros e 440 toneladas, respectivamente.

Os últimos elementos da estátua, a cabeça e os braços, foram instalados com ajuda de um enorme guindaste de 700 toneladas, seguindo as instruções de seu desenhista, o sacerdote local Sylvester Zawadski.

Zawadski assegura que foi guiado pelo próprio Cristo em sua obra, cuja concepção começou em 2000 e teve um custo de mais de um milhão de euros.

A imensa figura fica perto da rodovia que une Varsóvia a Berlim, o que permite aos motoristas enxergar o Cristo Rei a vários quilômetros de distância.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Valencia compra águias para evitar que pombos estraguem gramado

Novas aves evitam que pombos comam sementes no estádio Mestalla

O Valencia comprou duas águias para tentar melhorar a qualidade do gramado do estádio Mestalla. Explica-se: a presença das aves espanta do local os pombos que estavam comendo as sementes plantadas recentemente no campo.

Por motivo de segurança, as águias estão com os pés amarrados e não podem atacar. Porém, só a presença delas no estádio já evita a aglomeração de outras aves que podem prejudicar o novo gramado.

Além das águias, o Valencia tomou outra medida para tentar recuperar o campo: encerrou o contrato com a empresa que cuidava da grama há dez anos e acertou com nova companhia. A expectativa é que o Mestalla esteja com o gramado perfeito para o jogo com o Bursaspor, dia 24, pela Liga dos Campeões.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SP terá a primeira escola técnica voltada para esportes

Complexo do Centro Paula Souza será construído na Zona Norte da capital.
Obra vai entrar na fase de licitação e previsão de término é 2012.

Terreno onde será erguida a Etec de esportes fica na Marginal Tietê.

O estado de São Paulo terá a primeira Escola Técnica Estadual (Etec) voltada aos esportes e ela será construída na Vila Maria, Zona Norte da capital. O complexo será de responsabilidade do Centro Paula Souza e vai formar técnicos em esportes e atividades físicas. Os futuros monitores poderão atuar em projetos esportivos, em parques ou em escolas e até ajudar nas ações durante a Copa do Mundo de 2014 no país.

Nesta sexta-feira (22), o governador Alberto Goldman visita o terreno, que fica à beira da Marginal Tietê e onde havia uma favela removida no ano passado. O arquiteto Ruy Ohtake, responsável pelo projeto arquitetônico, também deve ir. “Faltava essa demanda e essa escola abre um bom campo de trabalho para a juventude. Imagino que para a Copa vamos estimular a formação esportiva”, diz Laura Laganá, diretora-superintendente do Centro Paula Souza.

O projeto, que tem parceria com a Fundação Gol de Letra, ainda está em sua fase inicial. Laura informa que o edital para a construção da escola e do complexo de quadras será lançado no mês que vem e as obras só devem estar concluídas em 2012. De acordo com ela, o orçamento é de R$ 34 milhões e a verba virá do governo. Os cerca de 360 alunos, com idade, em média, de 16 anos, estudarão gratuitamente no curso com duração de um ano e meio. O pré-requisito é estar no 2º ou 3º ano do ensino médio.

“O técnico de esportes e recreação é um auxiliar do professor de educação física. Não vai concorrer com ele”, ressalta Laura. O Centro Paula Souza é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento e tem, ao todo, 86 cursos nas mais diversas áreas: artes, ciências exatas e até moda.

Centro de convivência

No terreno cedido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), além da escola para as aulas teóricas, Ruy Ohtake projetou um centro de convivência com quadra poliesportiva, arquibancada, lanchonete, vestiários e outros ambientes.

A céu aberto, a ideia é ter cinco quadras para prática de esportes como vôlei de areia, basquete e tênis; dois campos para futebol society, pista de atletismo e até instalações para esportes radicais. O arquiteto foi um dos apoiadores do projeto. “Por que não aproveitar a experiência didática do Centro Paula Souza e criar um curso profissionalizante nessa área?”, questiona Ohtake.

Segundo ele, as quadras, que devem estar à disposição dos moradores da Vila Maria e região, “funcionarão como laboratório” para os estudantes. “É um conceito novo. Vai abrir um mercado de trabalho.”

Na mesma área, será instalada uma base da Polícia Militar. O coronel Marco Antonio Augusto, chefe da comunicação Social da PM explica que entre 90 e 120 policiais da 1ª. Companhia do 5º. Batalhão farão o policiamento na região. No entanto, ele ressalta que eles não atuarão somente no complexo esportivo. “Essa companhia já fica em um prédio alugado ali perto. Ela só vai ser transferida.” O imóvel para a polícia é mais um que está na planta elaborada por Ruy Ohtake. “Vão fazer uma coisa bem futurista”, adianta o coronel.

Sem barraco

Em nota, a CDHU informa que 1.611 famílias da favela Chácara Bela Vista foram removidas dali em dezembro do ano passado. Desse total, a companhia diz que 320 optaram por unidades de conjuntos habitacionais do governo localizadas na Zona Leste e na Grande São Paulo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vegetação irregular imita a natureza e dá vida a projeto em propriedade de 1.500 m²

Um ângulo de 360 graus de volumes e texturas verdes – que permitem efeitos visuais a cada instante e controle do microclima – marca o projeto paisagístico da arquiteta Christiane Ribeiro e do engenheiro agrônomo Rodolfo Geiser para uma residência em Tamboré, bairro nobre de Barueri, município do interior paulista, a 30 km de São Paulo.


“O nosso principal objetivo foi criar espaços verdes, indispensáveis para o bem-estar das pessoas, e, ao mesmo tempo, utilizar a vegetação de maneira irregular, como acontece na natureza”, explica a arquiteta Christiane Ribeiro. Para complementar essa proposta, foram escolhidos outros elementos para compor os espaços do jardim, como caminhos de dormentes de madeira, pérgulas e pisos diferenciados.

O paisagismo dessa residência contemplou toda área externa da propriedade de 1.500 m², onde foram projetados gazebo, deck, piscina com cascata, caminhos charmosos, pisos diferentes, iluminação, bancos, espelho d’água, pérgula e claro, árvores e vegetação exuberante e com perfume. “Por isso, não poderia faltar o cheiro marcante das damas-da-noite e a suavidade do jasmim”, diz Geiser.

A pedido dos proprietários foi instalado ainda um espelho d’água, projetado na entrada principal da casa, ao lado da pérgula que tem cobertura em vidro. “Neste local, buscamos um efeito bastante natural, utilizando espécies que se harmonizam com a água, como papiro, mini-ixora, ninféia-vermelha, falso-íris-roxo e algumas pedras como cacos de arenito amarelo e seixos”, conta o agrônomo.
Imitando a natureza

O desenho e o local da piscina buscaram dar a ideia de um lago no jardim, quando o ângulo de visão é o interior da residência. “Por isso ela tem forma orgânica e a borda infinita”, diz Christiane, enfatizando a semelhança com a versão natural de um lago. Toda revestida com pastilhas de vidro, a piscina é ladeada por um grande deck em madeira e o clássico piso de pedra são tomé branca. A cascata foi idealizada com um pequeno morro para dar a impressão que a água nasce dele, vindo das partes mais altas. “Nesse ponto, projetamos uma mureta com forma ligeiramente curva. Atrás dela fizemos um passeio estreito com arbustos que compõem uma cerca viva, já que nesta linha estamos praticamente na divisa do terreno”, conta a arquiteta. A água que cai da cascata, surgindo do morrote projetado, cai em num pequeno “lago” com 40 cm de profundidade – que é utilizado como piscina infantil – para depois chegar à piscina.
Como uma pintura

Esse paisagismo foi pensado e executado de maneira que o resultado criasse uma paisagem integrando plantas, piscina e elementos arquitetônicos, como a mureta de pedras, o piso e deck. “A proposta foi desenvolver uma paisagem mesmo, como se fosse um quadro, que pudesse ser visto de diversos pontos do interior da casa, e, logicamente, por quem passeia pelo jardim”, diz Geiser.

Tudo é muito natural nesse projeto. “Buscamos dar a ideia de um passeio agradável, rodeado por plantas, como no acesso ao lago com peixes, no passeio por trás da cascata e no sinuoso acesso da entrada principal, que integra o jardim e a casa”, conta Christiane.

A fachada da residência, que tem projeto arquitetônico de Hochheimer Imperatori Arquitetos, enfatiza certa privacidade na entrada principal e lateral. Para não esconder completamente a frente da casa, foi projetado um maciço de resedá-amarelo (Galphimia brasiliensis), moréia-bicolor (Dietes bicolor), flor de mel (Buddleia variabilis) e jasmim-do-imperador (Osmanthus fragrans) junto à calçada. Rente a casa, algumas azaleias e leia-rubra (Leea rubra), e forrações baixas como agapanto (Agapanthus umbelatus). No mais, um gramado impecável. “Como se trata de um jardim razoavelmente elaborado, requer certa manutenção, embora não seja extremamente custosa e complexa”, finaliza

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estudo indica que Moisés teve ajuda do vento para abrir o Mar Vermelho




WASHINGTON (AFP) - Pesquisadores americanos acreditam ter descoberto o exato ponto onde Moisés teria dividido as águas do Mar Vermelho, 3.000 anos atrás, para que o povo judeu pudesse fugir em segurança do faraó egípcio, e também como ele teria conseguido: com uma ajudinha do vento.


"As pessoas sempre foram fascinadas por essa história do Êxodo, indagando se tinha base em fatos históricos", estimou Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas, principal autor do estudo, publicado no site da Public Library of Science.

"O que este trabalho mostra é que a descrição das águas se abrindo de fato possui uma base nas leis da física", acrescentou.

A Bíblia descreve como os israelitas "passaram pelo meio do mar no chão seco", com uma parede de água de cada lado, enquanto um forte vento soprava do leste.

Os pesquisadores não podiam simplesmente usar a Bíblia como referência para deduzir a localização geográfica da travessia, porque "embora o autor do Êxodo tenha tentado de fato apontar o local onde Moisés atravessou, infelizmente os nomes usados não são mais reconhecidos", disse o cientista à AFP.

Drews e seu coautor, o oceanógrafo Weiqing Han, da Universidade do Colorado, focaram sua busca pelo local onde a travessia poderia ter ocorrido em um ponto onde há uma faixa de terra na água, descartando lugares considerados anteriormente por outros estudos, como o Golfo de Suez ou em um ponto perto de Aqaba, na atual Jordânia.

A dupla descobriu que, quando o vento sopra, a água pode se levantar e se "dividir" no local da faixa de terra, explicou Drews.

"Um monte de refugiados pode correr pelo meio, e quando o vento para, a água subitamente volta a ficar como antes, atingindo quem estiver no caminho", afirmou.

Drews e Han chegaram a um local no leste do Delta do Nilo, em um sítio arqueológico chamado de Tell Kedua, a norte do Canal de Suez na costa mediterrânea.

Neste ponto, acreditam que um antigo braço do Nilo e uma lagoa costeira um dia tenham formado um 'U' à beira do Mar Mediterrâneo.

Com a ajuda de um satélite, os cientistas fizeram um modelo da área, e modificaram o terreno para que se parecesse com a forma que tinha há 3.000 anos. Depois, preencheram o modelo com água e fizeram vento soprar.

De acordo com seus cálculos, um vento de 100 km/h soprando durante 12 horas teria sido capaz de empurrar a água em até dois metros de profundidade por cerca de quatro horas - tempo suficiente para que Moisés e seu povo atravessassem para a liberdade.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Em trajes de banho, manifestantes montam 'praia' no Tietê



O Dia do Rio Tietê foi comemorado de modo diferente nesta quarta-feira (22). Manifestantes - muitos em trajes de banho, com guarda-sóis, cadeiras e esteiras - foram para a beira do rio, hoje tão castigado, para pedir que o Tietê volte a ser orgulho para São Paulo. Eles montaram uma espécie de praia à beira do Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras.

Os manifestantes lembraram do tempo em que o rio ajudava a cidade, permitindo a navegação, oferecendo pesca fácil e até sendo um lugar favorito para muita diversão. O rio dá as costas para o mar e percorre 1,1 mil quilômetros até o Rio Paraná. Se recuperado, ele pode ser decisivo para melhorar a vida em São Paulo.

“Muitos não sabem, mas a hidrovia metropolitana já existe a partir da barragem da Penha, nós poderíamos ir até Santana do Parnaíba, na Edgar de Souza, ou seja, já são 41 km que nos temos aqui de hidrovia navegável”, explicou Douglas Siqueira, diretor do Instituto Navega São Paulo.

Uma importante hidrovia seria uma boa e bela opção para desafogar o trânsito. “Se tivermos uma diminuição no número de veículos, podendo utilizar o rio como uma alternativa de transporte, tudo tende a melhorar”, fala Rodolfo Martins, professor de engenharia hidráulica da USP.



O que os manifestantes desejam para o rio Tietê já existe. Em vários lugares do mundo, rios que já foram mortos hoje dão vida às cidades. “O que nós temos hoje dentro do Tâmisa, no caso de Londres, ou em Paris, o Sena, é exatamente utilizar o rio como uma matriz multimodal de utilização do transporte regional”, completa Siqueira.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cientistas criam tecido em forma de aerosol que é borrifado no corpo


Uma vez aplicado na pele, o tecido aerosol seca instantaneamente, não forma costuras, pode ser lavado e vestido novamente.


Um tecido que pode ser borrifado na pele ou em outras superfícies para fazer roupas, curativos médicos e até cortinas e estofados foi apresentado nesta quinta-feira.
O material, desenvolvido por um acadêmico e estilista espanhol, Manel Torres, em parceria com Paul Luckan, especialista em tecnologia de partículas do Imperial College London, foi batizado de Fabrican Spray-on.

Uma vez aplicado na pele com tecnologia aerosol, ele seca instantaneamente, não forma costuras, pode ser lavado e vestido novamente.

O tecido é composto de fibras pequenas, substâncias conhecidas como polímeros - que fazem com que as fibras se unam - e um solvente que permite que ele seja aplicado em forma líquida.

Após a aplicação, que pode ser feita com lata de aerosol ou um spray de alta pressão, o solvente se evapora.

A textura pode ser alterada de acordo com o tipo de fibra usada (lã, linho ou acrílico) e dependendo da forma de aplicação.

'Material futurístico'

"Quando comecei este projeto, queria criar um material futurístico, sem costuras, rápido e confortável", disse Torres.

"Na minha busca por produzir este tipo de tecido, terminei voltando aos princípios de tecidos mais antigos como o feltro, que também é produzido a partir de fibras e um modo de uni-las sem costurá-las ou tecê-las."

"Como artista, passei meu tempo sonhando com criações únicas, mas como cientista, tenho que me focar em fazer coisas reproduzíveis. Quero mostrar como a ciência e a tecnologia podem ajudar estilistas a criar novos materiais."

A moda, no entanto, é paenas um dos usos para a tecnologia.

Torres criou uma empresa, a Fabrican Ltda, com o professor Luckham, para explorar outras aplicações, como bandagens médicas, lenços umedecidos, perfumadores de ar e estofados para móveis e carros.

"A aplicação do tecido borrifado na moda é uma excelente forma de anunciar o conceito, mas também queremos trabalhar com novas aplicações nas indústrias médica, de transporte e química", disse Luckham.

"Por exemplo, o tecido pode ser produzido e mantido em uma lata de aerosol esterilizada, que poderia ser perfeita para fazer curativos borrifados sem aplicar nenhuma pressão, no caso de queimaduras, ou para aplicar remédios diretamente sobre um ferimento", completou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Embraer estuda eliminar a função do co-piloto


Avião Ipanema movido a etanol, produzido pela Embraer

Caros demais, pesados demais e desnecessários: a fabricante de aviões brasileira Embraer tem os co-pilotos em baixa estima. Agora a empresa planeja substituí-los por computadores.

Os sistemas de controle de jatos de passageiros quase sempre são duplicados. Por exemplo, há três indicadores de velocidade e até cinco computadores de voo. Tudo é redundância: se um aparelho falha, outro entra em ação.

O mesmo é verdade para os pilotos. Para que uma comida estragada não deixe tanto o piloto quanto o co-piloto fora de ação ao mesmo tempo, há uma regra de ouro na cabine de comando: nunca escolham a mesma refeição.

Mas se as ideias dissidentes de meia dúzia de engenheiros se tornarem realidade, a redundância na cabine de controle pode se tornar algo do passado –e os co-pilotos podem desaparecer em 10 a 15 anos.

O último tabu a 38.000 pés

Luiz Sergio Chiessi, vice-presidente de inteligência de mercado de aeronaves da brasileira Embraer, a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, diz: “Acreditamos ser tecnicamente possível.”

A respeitada revista britânica Flight International concluiu que a Embraer “é a primeira a abrir a questão de tripulações de piloto único”.

Ao fazê-lo, a Embraer está questionando o último tabu que resta na cabine de comando. Depois dos operadores de rádio, navegadores e engenheiros de voo terem sido vítimas das medidas de corte de custos, o braço direito do piloto também pode ser deixado de lado. Até agora, as companhias aéreas tem feito inquirições muito discretas sobre a possibilidade de ter cabines de comando de um piloto só. Até a Airbus, fabricante de aviões europeia, já recebeu muitas perguntas sobre o assunto.

Com tanta pressão para cortar custos, as companhias aéreas acham atraente a possibilidade de cortar o número de funcionários tão bem pagos. Além disso, a rápida expansão de indústria está ameaçando provocar uma falta de pilotos. Por exemplo, nos próximos 20 anos, a fabricante de aviões norte-americana prevê que 448.000 novos pilotos serão necessários.

Excesso de confiança?
Pouco depois de a Embraer fazer seu anúncio bombástico, o Thales Group, um dos principais fabricantes de instrumentos de aeronaves, anunciou que também estava estudando a ideia de uma cabine de um piloto. “É claro que é conveniente dizer: ‘Esqueça; nunca vai acontecer’. Mas olhando para frente no horizonte, temos propostas inteligentes nessa direção”, disse o diretor de inovação de aeronaves comerciais da empresa, Joseph Huysseune, à Flight International. A empresa francesa está conduzindo um projeto chamado “Cockpit 3.0”, que pretende automatizar os instrumentos do avião para permitir que um único piloto possa voar.

Para muitos críticos, isso parece excesso de confiança. Para eles, em um futuro previsível, o estado da tecnologia não garante o grau de confiabilidade necessário. “O avião teria que poder pousar sozinho, se o único piloto estivesse incapacitado”, diz Dieter Reisinger, diretor da Associação de Testes de Voo da Áustria, em Viena. O avião teria que encontrar seu caminho até o aeroporto sozinho ou os instrumentos teriam que ser operados remotamente do solo, “como um avião de brinquedo”, acrescenta Reisinger.

Coisas demais para dominar
Com tais demandas, a Embraer e o Thales Group estão se focando em uma arquitetura de controle de tráfego aéreo completamente nova, que está sendo desenvolvida nos EUA e na Europa. Ela inclui conexões de satélite de alta performance entre o avião e os controladores em terra, além de determinação da posição extremamente precisa.

Hoje, os aviões já podem pousar nas pistas automaticamente com a ajuda de luzes guias. Mas os pilotos ainda monitoram todo o processo. Em caso de emergência –como quando há ventos fortes ou outro avião bloqueando a pista- eles podem entrar e assumir o controle do avião a qualquer momento.

“O ser humano pode dominar criativamente milhares de situações”, diz Holger Duda do Instituto de Sistemas de Voo em Braunschweig, parte do Centro de Aeroespaço Alemão (LDR). Para ter a aprovação de autoridades de aviação, a fabricante teria que provar que os computadores tomariam as decisões corretas em todas essas situações. E isso é “virtualmente impossível”, acredita Duda.

Ainda assim a tentação de cortar pela metade o tamanho da tripulação na cabine de comando é grande. Funcionários do Thales especulam que o processo poderá ser iniciado com aviões de carga, em vez de grandes aviões de passageiros. E a Embraer, de sua parte, tem em vista os jatinhos. O menor deles –inclusive seus próprios modelos Phenom 100 e 300- já têm aprovação para um único piloto. A empresa conseguiu reduzir a quantidade de trabalho do piloto nesses aviões, por exemplo, na lista de checagem. “Se você comparar com a lista de checagem de um avião convencional, para cada 10 itens, há um ou dois no Phenom”, diz Chiessi da Embraer.

Diretrizes técnicas para essas mudanças também poderiam ser encontradas no próspero setor de sondas aéreas não tripuladas, tais como as que estão sendo usadas pelos militares norte-americanos no Afeganistão e em outras partes.

A visão da cabine

Os sindicatos de pilotos estão se preparando para enfrentar essa mudança potencialmente importante. Ainda assim, de acordo com Jörg Handwerg, porta-voz do sindicato de pilotos alemães Cockpit, os pilotos são apenas 4 ou 5% dos custos da aviação. “Duvido que realmente valha a pena as empresas implementarem esse sistema novo tão complexo”, diz ele.

Em fóruns online, alguns pilotos colegas de Handwerg expressam uma opinião mais impertinente dos planos ambiciosos da Embraer. Por exemplo, um capitão escreveu que o piloto extra poderia se deitar de barriga na cabine e pilotar o avião dali para “criar espaço suficiente para outro assento na primeira classe”.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Top 5 - Relembre os títulos inesquecíveis da história do Corinthians



A torcida do Corinthians se gaba por ter uma trajetória marcada por sofrimento e paixão. Mas títulos importantes também fazem parte desses 100 anos e marcaram diferentes momentos da história. Desde a década de 50, o clube soma conquistas de expressão quando derrubou os rivais e levantou o cobiçado troféu do IV Centenário de São Paulo, passando, em seguida, pelo alívio do fim de um jejum de 22 anos sem títulos. O Paulista de 1982 serviu para coroar o pioneirismo da Democracia Corintiana e antecedeu o esperado primeiro Campeonato Brasileiro em 1990. E se a Libertadores ainda é um sonho, o Mundial de Clubes já se tornou realidade no ano 2000.

IV Centenário de São Paulo - 1954

Após um período de vacas magras na década de 40, o Corinthians apostou na base e se renovou para uma época de conquistas. Nomes como Luizinho, Cabeção, Roberto Belangero e Idário se juntaram aos conhecidos Baltazar, Cláudio e Gilmar, consagrados com títulos do Rio-São Paulo e Paulista. Mas nada era considerado mais importante que o Paulista de 1954, cobiçado por todas as equipes e que comemorava o IV Centenário da fundação de São Paulo. Na penúltima rodada, o Corinthians estava na liderança e enfrentaria o Palmeiras. O Corinthians abriu o placar com Luizinho, de cabeça. Sofreu o empate, mas segurou o resultado que lhe servia e coroou a geração vitoriosa dos anos 50.

Fim da fila em 1977

Foram 8.160 dias de espera. Após mais de 22 anos, o Corinthians finalmente conquistou o título paulista que representou o "fim da fila". O último grito de campeão havia sido em 1954, na conquista do Paulistão. Desde então, uma nova geração passou pelo "faz-me-rir", a passagem de Rivellino, a invasão no Maracanã e os deboches dos rivais. Até que em 13 de outubro de 1977, o 'pé-de-anjo' de Basílio devolveu a alegria ao torcedor corintiano. Foi suado. Aos 37 minutos do segundo tempo, Vaguinho chutou, a bola ainda bateu na trave, Vladimir cabeceou, o zagueiro rebateu e Basílio chutou forte para decretar a vitória sobre a Ponte por 1 a 0 no terceiro jogo.

Democracia Corintiana brilha em 82

O título paulista de 1982 provou que futebol e política podem sim andar lado a lado. A conquista coroou a Democracia Corintiana, sistema de autogestão em que jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo por voto em plena ditadura militar. Liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o movimento deu resultado em campo. Na final do Paulista, o Corinthians jogou contra o favorito São Paulo. A equipe do Morumbi, então bicampeã, contava com craques com passagem pela seleção e era chamada de "A Máquina", mas sucumbiu à força alvinegra. Com a melhor campanha do campeonato, o Corinthians venceu o primeiro jogo da final e tinha o direito do empate. Na etapa final, Biro-Biro marcou dois gols e Casagrande selou o triunfo por 3 a 1.

Primeiro Brasileiro em 1990


No início dos anos 90 o Corinthians vivia um momento de muita pressão para conquistar um título de expressão nacional. O time, considerado modesto, sofreu e se classificou apenas na última rodada, mas se consagrou sob a liderança do goleiro Ronaldo e principalmente do craque Neto, autor de nove gols no torneio. A equipe alvinegra passou por Atlético-MG e Bahia nas quartas e na semi. Na grande final, enfrentou o arquirrival São Paulo. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0 com gol de Wilson Mano após cruzamento de Neto. Na partida decisiva, a torcida alvinegra foi ao delírio com o golaço de Tupãzinho aos 9 minutos do segundo tempo, que decretou o primeiro título brasileiro do Corinthians.

Mundial de Clubes em 2000

O título Mundial de Clubes de 2000 é contestado por muitos rivais, mas os corintianos se gabam por serem campeões do mundo com o aval da Fifa. Como não poderia ser diferente, a conquista veio de forma dramática. Após empate em 0 a 0 com o Vasco na final, o Corinthians ganhou nos pênaltis por 4 a 3. Marcelinho Carioca ainda desperdiçou a cobrança, mas Dida pegou o pênalti cobrado por Gilberto e, na última chance vascaína, Edmundo chutou para fora em pleno Maracanã e selou o título alvinegro após deixar para trás clubes como Manchester United e Real Madrid. O atacante Edilson foi o ganhador da "Bola de Ouro". Ele fez dois gols e ficou marcado pela jogada em que colocou a bola entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conheça as plantas que ajudam a deixar os cabelos mais bonitos


A sabedoria popular já colocou as plantas entre os itens indispensáveis de beleza. Não é para menos: ingredientes comumente encontrados em cosméticos, como o aloe vera, são extraídos de plantas – no caso, da babosa. E para os cabelos há plantas e ervas que os deixam bonitos, com a oleosidade controlada e até podem auxiliar no crescimento dos fios.

Antes de se aventurar a fazer o próprio composto, a dermatologista Érica Monteiro desencoraja ao explicar que há cuidados no uso. “Ao usar a planta diretamente, não se sabe a quantidade, a concentração nem a contaminação. Além de ser mais difícil achá-la. Os produtos industrializados têm a vantagem de se saber a concentração e não está contaminado”, explica a dermatologista, que acrescenta ainda a importância do veículo ao qual está misturada a substância ativa – podem ser cremes, espumas, shampoo.

As plantas que fazem a cabeça
Conheça a seguir as propriedades de plantas popularmente conhecidas por serem aliados na beleza das madeixas e que, segundo a dermatologista, já ganharam a atenção dos pesquisadores.

Babosa

A dermatologista explica que a babosa auxilia no tratamento dos fios que, com o uso de secadores, poluição e produtos químicos, ficam com as cutículas danificadas. “Da babosa é retirado o extrato que tem penetrabilidade nos fios, fecha as cutículas e melhora o brilho”.

Jojoba

A planta tem uma função semelhante à da babosa: “a jojoba tem o mesmo tipo de propriedade. É selante, tem ação antiinflamatória e antioxidante”.

Sálvia
“A ação mais importante é a antiinflamatória”, explica Érica. Ela ressalta que esta é uma das propriedades mais importantes para o cabelo. Para potencializar o efeito: “o uso do silicone como veículo ajuda a selar a cutícula”.

Alecrim

“Antiinflamatório, ajuda no controle da oleosidade”, explica Érica.

Jaborandi

“O jaborandi tem propriedades que estimulam a circulação sanguínea. Com mais oxigenação, os cabelos ficam fortalecidos”. Por isso, a planta é muito usada para auxiliar no tratamento para crescimento de cabelo.

Camomila
“A camomila tem ação clareadora, promove a despigmentação do fio. Os cabelos ficam mais claros, os mais escuros também clareiam, com mechas”. Para isso, a médica não recomenda usar o chá. “O veículo do chá, a água, acaba ressecando, desidratando o cabelo”. Vale investir em produtos com a substância.

Nada também de se expor ao sol para potencializar o efeito clareador. A dermatologista adverte que isso pode provocar manchar se o produto escorrer. “Os produtos não têm esta indicação. A química dos condicionadores, leave-in, reagem à radiação ultravioleta ao longo do dia. São feitos para aplicar e ficar exposto à radiação do dia”.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Em reencontro sem mágoas, Gustavo e Marcelinho superam Ricardinho

Ex-companheiros de seleção do levantador ajudam o Pinheiros a vencer o Vôlei Futuro por 3 sets a 2, em partida válida pelo Campeonato Paulista



Até a noite desta quarta-feira, a expectativa era de tensão nos dois lados da rede. Mas, no reencontro entre Ricardinho, do Vôlei Futuro, e Marcelinho e Gustavo, do Pinheiros, pelo Campeonato Paulista de vôlei, não houve nada disso. Antes do jogo, brincadeiras em frente à rede e conversas animadas. Na partida, seriedade dos dois lados. No fim, a dupla da casa sofreu, mas levou a melhor sobre o ex-levantador da seleção brasileira por 3 sets a 2, parciais 32/20, 22/25, 25/11,25/22 e 15/13.
Vôlei gustavo marcelinho pinheiros ricardinho vôlei futuroGustavo, Ricardinho e Marcelinho posam para a foto após a partida

Após a partida, Ricardinho, que depois de vencer o São Caetano na estreia, teve sua primeira derrota desde o retorno, voltou a afirmar que a polêmica e o mal-estar envolvendo a sua saída repentina da seleção brasileira ficaram para trás.

- É supernatural. Fazia muito tempo que nós não nos víamos, mas já falei: aquilo tudo passou. Não adianta perguntar se há algum tipo de problema porque não há. Da minha parte, estou super tranquilo, de coração aberto. Não tem problema algum – garantiu o jogador do Vôlei Futuro, que contou com a torcida dos pais no ginásio do Pinheiros.

Marcelinho, que substituiu Ricardinho na disputa do Pan-Americano do Rio, em 2007, logo após a saída do levantador da seleção, comemorou a volta do amigo ao país.

- Não só nos demos bem, como também nos divertimos jogando. É um grande amigo, pena que ficamos estes três anos afastados. Quando ele foi jogar na Europa, eu estava voltando. É um enorme prazer vê-lo aqui e abrilhantando o nosso vôlei. Nós entramos na mesma época na seleção, começamos juntos a jogar vôlei. Foi um encontro muito feliz.

Gustavo, que atuou ao lado de Ricardinho também no Treviso, da Itália, ressaltou a dificuldade de enfrentar alguém do nível do ex-companheiro.

- É difícil, basta ver o que foi o jogo. Ele é um dos melhores - se não o melhor - levantadores do mundo. Faz qualquer time jogar. É muito habilidoso. Estou muito feliz por ele ter voltado. Parabéns a ele e ao Vôlei Futuro, que investiu na volta do Ricardinho. Eu estava ansioso para o jogo, mas fiquei muito mais feliz por ter vencido – brincou.

No reencontro, melhor para o Pinheiros

O primeiro set começou com Marcelinho e Ricardinho como protagonistas. Logo no primeiro ponto, o levantador do Pinheiros virou bem de segunda e mandou a bola pela primeira vez ao chão. Na sequência, o jogador do Vôlei Futuro respondeu e deu ótimo passe para um companheiro deixar tudo igual.
vôlei pinheiros Gustavo, de costas, no meio, observa Ricardinho(17)



Ricardinho vibrava a cada ponto com os novos companheiros. Mostrava também bom entrosamento com os outros jogadores, encaixando bons ataques. No entanto, o Pinheiros foi, aos poucos, construindo sua vantagem, apesar de as duas equipes errarem um pouco mais do que o normal. O Vôlei Futuro conseguiu a reação e chegou a virar o jogo, em 18/17. Mesmo assim, a igualdade entre os times era maior.

Com Ricardinho e Gustavo no banco durante um tempo, nenhuma equipe deixava a rival escapar. Os dois ex-companheiros voltaram à quadra, e o set só foi decidido quando o placar marcou 32/30 para o time da casa.

No segundo set, o Vôlei Futuro começou melhor, abrindo 4/1. O Pinheiros conseguiu diminuir a diferença, e a parcial foi para o primeiro tempo técnico com 8/6 para o time de Araçatuba. Os visitantes continuaram melhores e voltaram a deixar os rivais para trás.

O Pinheiros buscou a diferença e deixou tudo igual: 18/18. Assim como no primeiro set, as duas equipes passaram a se alternar no placar. No fim da parcial, porém, o Vôlei Futuro conseguiu deslanchar e fechou em 25/22.

No terceiro set, o Pinheiros voltou melhor. E não demorou muito para abrir uma boa vantagem. Apesar dos esforços de Ricardinho, que mostrava o conhecido talento em ótimas viradas de jogo, o time da casa não deu qualquer chance aos rivais: 25/11, fazendo 2 a 1 na partida.

O quarto set foi dos ralis. Com as duas equipes lutando muito em quadra, os jogadores tinham dificuldades de mandar a bola ao chão. O Pinheiros chegou a controlar a primeira parte da parcial, mas o Vôlei Futuro foi atrás e empatou em 16/16. Foi a vez, então, da equipe de Araçatuba passar a dianteira e fechar em 25/22.

No set decisivo, prevaleceu novamente o equilíbrio. Dos dois lados, muita luta e entrega. No fim, no entanto, o Pinheiros acabou levando a melhor, fechando a parcial em 15/13 e o jogo em 3 sets a 2. Ainda em quadra, Ricardinho, Gustavo e Marcelinho posaram para fotos, brincaram entre si e passaram a certeza de que as mágoas realmente ficaram para trás.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dupla cria submarino com aparência de tubarão e golfinho

Brinquedinho 'Seabreacher X' custa cerca de 60 mil libras.
Veículo consegue mergulhar e dar saltos de 3,5 metros fora d'água.


Os inventores Rob Innes e Dan Piazza, proprietários da empresa Innespace, criaram uma espécie de submarino com aparência de tubarão e golfinho. O veículo consegue mergulhar e dar saltos de mais de 3,5 metros de altura fora d'água, segundo o jornal inglês "Daily Mail'.

'Submarino-tubarão' alcança 80 km/h em cima d'água e 32 km/h debaixo. 'Submarino-tubarão' alcança 80 km/h em cima d'água e 32 km/h debaixo.

Submarino consegue mergulhar e dar saltos de mais de 3,5 m de altura fora d'água.Submarino consegue mergulhar e dar saltos fora d'água. (Foto:

Uma das criações de Innes, apaixonado por esportes aquáticos, e Dan Piazza, de 52 anos, é um veículo com aparência de tubarão branco. Ele conta com barbatana dorsal e mandíbula, mede cinco metros de comprimento e alcança 80 km/h em cima d'água e 32 km/h debaixo.

A dupla construiu o primeiro submarino há 12 anos e hoje sua empresa tem uma longa lista de espera. O brinquedinho "Seabreacher X", que mais parece ter saído de um dos filmes de James Bond, custa cerca de 60 mil libras (R$ 165 mil), segundo o "Daily Mail".

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Brasileiros conseguem cinco medalhas de bronze em olimpíada de física

A equipe brasileira que participou da 41ª Olimpíada Internacional de Física (International Physics Olympiad - IPhO), realizada entre 17 e 25 de julho em Zagreb, na Croácia, voltou para casa com cinco medalhas de bronze. É a primeira vez que toda a equipe brasileira, formada por cinco estudantes do ensino médio, recebe medalhas.

A competição acontece anualmente e o Brasil participa desde 2000, por iniciativa da Sociedade Brasileira de Física. No ano passado, o país ganhou quatro medalhas: duas de prata e duas de bronze. O Brasil é o país da América Latina com maior número de medalhas conquistadas na IPhO.


Integrantes da equipe brasileira que participou da Olimpíada Internacional de Física

A equipe foi formada pelos estudantes Rodrigo Alencar (CE), Filipe Rodrigues de Almeida Lira (PE), Cássio dos Santos Sousa, Gustavo Haddad Braga e Rodrigo Silva, os três últimos do Estado de São Paulo. Todos são alunos de colégios particulares, quatro estão no terceiro colegial e um no segundo – Gustavo, o primeiro estudante brasileiro do segundo ano a participar da olimpíada.

Os brasileiros concorreram com 380 estudantes de 80 países. De acordo com o regulamento da competição, as medalhas são atribuídas proporcionalmente: 8% dos participantes recebem a de ouro, até 25% de ouro ou prata e até 50% de ouro, prata ou bronze. As provas aconteceram em dois dias da programação, uma com três problemas teóricos e outra com dois práticos, cada um valendo dez pontos (50 no total). Gustavo, o mais bem-colocado entre os brasileiros, fez 27,5 pontos e ficou na 150ª posição.

Rotina de provas

O professor Euclydes Marega Júnior, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, foi responsável por coordenar a equipe. Ele conta que os alunos começam a preparação para a competição cerca de dois anos antes, com uma série de provas a partir da primeira etapa da Olimpíada Brasileira de Física (OBF), que na última edição foi feita por cerca de 250 mil alunos da nona série e primeiro ano do ensino médio, de 4,8 mil escolas de todo o Brasil. Os alunos que foram para Zagreb fizeram essa etapa em 2008.

De acordo com Marega, essa primeira fase já exclui praticamente 80% dos alunos, pois a maioria não atinge a nota mínima para passar para a segunda. Á terceira fase, chegam entre 1000 e 1500 alunos, dos quais são selecionados 60.

Os 60 selecionados passam por uma outra prova em que sobrevivem apenas 12. Esses fazem uma prova que é aplicada no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Só então são definidos os cinco que vão para a IPhO. Os sete restantes fazem outra prova que seleciona quatro para a Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF).

O projeto recebe apoio do governo federal através d O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) .

Gênero

Marega conta que, nesse ano, dos 12 que fizeram a última prova, apenas duas eram meninas. “É uma coisa meio histórica, nas carreiras de exataS sempre temos mais homens, em física, matemática. Internacionalmente também é assim, de vez em quando aparece uma garota por equipe, chuto que sejam uns 10% do total (de participantes das olimpíadas).”

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Guia para Londres-2012 diz que brasileiro só se atrasa e argentino é sem graça

Você é brasileiro e está pensando em ir à Londres para as Olimpíadas de 2012? Então se prepare. A agência nacional de turismo da Grã Bretanha preparou um guia para que os ingleses recepcionem bem os turistas. E abusou dos estereótipos. Para eles, por exemplo, brasileiros estão sempre atrasados e os argentinos tem um humor sem graça.
AS RECOMENDAÇÕES DO GUIA

*

Para lidar com os brasileiros:
- Seja gentil e não fique bravo com as tentativas dos brasileiros de falar inglês
- Não pergunte sobre idade e estado civil
- Esteja preparado para ser interrompido
- Mulheres sempre se vestem de forma sexy
- Não se assuste com os beijinhos
- Estão sempre atrasados

*

Para lidar com os argentinos:
- Não fale das Falklands, é um assunto delicado
- Não fale de EUA ou Brasil. São rivais
- Não use America para falar dos EUA. Eles também se sentem americanos
- Não fale de política e de religião, mesmo que eles estejam falando dela
- Não sirva vinho, é uma ação delicada e cheia de simbolismos e pode ofender alguém
- Não se ofenda com o humor típico dos argentinos

* TIRO ESPORTIVO TEM 1º CLASSIFICADO PARA 2012

Para os brasileiros, a lista de recomendações é grande. Segundo o documento, as mulheres se vestem de maneira sexy para qualquer ocasião e o “brasileiro é um povo que tem uma noção de espaço pessoal menor do que outras culturas”. Na prática, isso significa que beijos na bochecha e abraços são comum e “o toque não tem conotação sexual, mas é amostra de amizade ou preocupação”.

Além disso, o guia diz que, no Brasil, a noção de tempo não é a mesma que a Inglaterra e as relações humanas são mais valorizadas do que os horários definidos. Na prática, os ingleses queriam dizer: se prepare, os brasileiros se atrasam, e muito.

Em outros guias, os estereótipos se repetem. Os argentinos, por exemplo, são retratados como donos de um humor peculiar e de gênio curto. Você não deve, por exemplo, falar das Malvinas, dos EUA ou do Brasil e não deve falar de política ou de religião. O mais importante, no entanto, é nunca servir vinho: “é uma ação cheia de significados complexos e você pode ofender alguém.”

Fora da América do Sul, a tendência é a mesma. Com os mexicanos, você não deve falar sobre imigrantes ilegais nem probreza. Com indianos, espera um comportamento rude. Com árabes, a tendência é a mudança rápida de humor.

Segundo Sandy Dawe, cheee do VisitBritain, a agência oficial de turismo britânica, em entrevista ao jornal Guardian, o país vai receber milhões de pessoas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e “é vital para a economia receber amistosamente os turistas”

Morte durante concurso de sauna levanta questões sobre os limites de competições absurdas

O sofrimento de pessoas serviu de entretenimento para as massas desde tempos imemoriais. No circo romano, as multidões assistiam a espetáculos em que seres humanos, de forma involuntária, sofriam e morriam na arena. Os tempos mudaram, e os concursos que exploram o limite do corpo, agora com a voluntariedade de seus participantes, estão na telinha. No último domingo o russo Vladimir Ladizhensky, de 60 anos, morreu em uma sauna a 110 graus enquanto tentava resistir em uma competição - o Mundial de Sauna - com o finlandês Timo Kaukonen, de 40 anos, que também sofreu queimaduras e foi hospitalizado. O desejo de notoriedade - fama e prêmios - se soma ao interesse de uma parte do público por assistir a esse tipo de função mórbida, carregada de tons dramáticos. Uma combinação de sucesso.

Para ter uma ideia da dureza que representa para o corpo humano o Campeonato Mundial de Sauna em que Ladizhensky morreu, fica para a posteridade o documentário "Suor", de Thomas Hilland, em que Kaukonen, o adversário do russo morto, descreve suas sensações físicas quando participa desses shows: "A competição começa a 110 graus. Como todos medimos nossa resistência, ninguém quer ser o primeiro a sair".

O concorrente explica que o principal motivo de abandono é a dificuldade para respirar. "Você pode tirar 30 segundos quando sente dificuldades", salienta, "mas isso significa que pode sofrer danos físicos em seu sistema respiratório. Você queima por dentro." Trata-se de um desafio à beira da morte: "Os últimos dez minutos de competição são pura dor. É quase impossível respirar devido ao calor".

E todo esse espetáculo é acompanhado e incentivado das arquibancadas por pessoas acostumadas a usar a sauna e que conhecem seus limites. Na Finlândia existem 1,5 milhão de saunas para uma população de apenas 5,3 milhões. O Campeonato Mundial de Sauna se realiza desde 1999 na localidade de Heinola. Depois da morte do concorrente, os organizadores decidiram encerrar a competição para sempre. Como era transmitida pela televisão, tinha patrocinadores que colocavam sua publicidade em cartazes atrás dos concorrentes.

Por que ocorrem esses espetáculos? A psicóloga Isabel Larraburu afirma que "há muito narcisismo doentio", como o que é expressado nos "reality-shows" da televisão. "São pessoas que buscam seus 15 minutos de fama", observa, "e isso passa por cima de qualquer coisa, inclusive de seu próprio corpo." Esse comportamento é considerado anormal pelos especialistas, já que é adotado por pessoas que têm um "vazio interior" que compensam com a fama efêmera de suas façanhas: "Precisam do aplauso social como do ar que respiram". Ao ponto de que o reconhecimento dos demais "supera o respeito por si próprios".

A isto deve-se acrescentar o interesse de uma parte do público por ver alguém resistir até o limite. "É juntar a fome com a vontade de comer", comenta Larraburu. "O público que o fomenta e está disposto a comprar e o concorrente que se presta porque quer ser comprado." Do ponto de vista psicológico, "é uma aberração que uma pessoa se preste voluntariamente" a esse tipo de espetáculo. Na opinião dela, "o que se vende é o próprio sofrimento".

A antropóloga Mercedes Fernández considera que "faz anos que esse tipo de programa serve para que os espectadores aprendam coisas", porque "é capaz de representar a força do ser humano". Do ponto de vista do público, "esse desejo de observação tem a ver com a catarse coletiva diante de uma prática que pode ser um jogo, um divertimento". "Une a todos e transforma a tela em um ser próximo", indica.

Fernández duvida de que nesse caso exista "sadismo coletivo" no fato de ver alguém "até quando vai aguentar e quão valente é". Nesse comportamento, considera a antropóloga, "está disfarçado o que qualquer um é capaz de fazer para conseguir um prêmio". Segundo ela, trata-se de "um sistema de retroalimentação: acima da própria saúde estão o dinheiro e a fama". Ela salienta que nesses espetáculos, além do sofrimento que se pode observar entre os concorrentes, "ninguém deseja a morte".

O professor de comunicação audiovisual Jordi Balló reflete sobre o fato de que a intervenção da televisão transforma um espaço de confidências em voz baixa em uma zona aberta para outro tipo de diversão: "Certamente a febre competitiva da sauna seria impensável sem a televisão, que sempre procura criar competição em qualquer coisa, porque é a única que transforma o ao vivo em espetáculo".

Na opinião de Balló, "a sauna se mostrou um bom palco de televisão, porque é isolada e identificada como um lugar de conversa masculina". Como exemplo, dá uma ficção da televisão dinamarquesa, "Quem É Hitler?", em que um neonazista, um judeu e um comunista se encontram em uma sauna. A história acaba com o assassinato de um deles. Também menciona o documentário "Vapor de Vida", que percorre saunas por toda a Finlândia, onde se reúnem os homens e que constituem "espaços de reflexão filosófica melancólica". Tudo isso muito distante do concurso em que Ladizhensky morreu.

Essa competição tem muito em comum com os sérios riscos para a vida que outras pessoas assumem em busca de fama e fortuna. Trata-se de concursos absurdos ou de busca de recordes temerários - o Livro Guinness dos Recordes contém vários deles -, nos quais o limite é imposto pela natureza humana e não a habilidade ou capacidade para fazer algo. São aqueles que consistem em aguentar condições extremas, como o frio, em comer algum tipo de alimento até o esgotamento ou em ingerir uma bebida alcoólica até cair embriagado. O fim é ver quem aguenta mais. E o prêmio para o vencedor, um insignificante momento de glória.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Como evitar problemas ao pintar as paredes




Se você está pensando em renovar o visual da casa, pintar as paredes pode ser uma ótima ideia, seja colocando uma cor vibrante em uma das paredes do cômodo, mudando o tom do ambiente inteiro ou até criando formas através da cor. O ideal é contratar os serviços de um profissional, mas, caso o orçamento não permita, você pode realizar a tarefa por conta própria: basta ficar atento às dicas a seguir.

Prepare a superfície a ser pintada

Antes de pintar, é importante preparar a superfície da parede, raspando, lixando e eliminando pontos descascados. Segundo Kleber Tammerik, Coordenador de Serviços ao Mercado da Suvinil, a parede deve estar seca, sem gordura ou poeira, e não deve estar brilhante ou muito lisa – se possuir uma pintura anterior, é preciso lixar até que fique fosca.



Não passe a tinta diretamente na parede virgem

Após a preparação da superfície, a aplicação de uma demão de fundo preparador de paredes faz com que as partículas soltas se aglutinem. Depois, é necessário aplicar massa acrílica (para áreas internas ou externas) ou corrida (para áreas internas que não tenham contato com água e vapor) para corrigir as imperfeições. Espere secar completamente antes de começar a pintar.

Não dilua a tinta mais que o necessário

A diluição correta da tinta, de acordo com as indicações do fabricante, é essencial para que a tinta proporcione boa cobertura, garantindo o melhor resultado na aplicação. Segundo Gisele Bonfim, supervisora técnica da Abrafati (Associação Brasileira dos Facbircantes de Tintas), caso a tinta não esteja em conformidade com as normas técnicas, ela apresentará baixo rendimento e baixa resistência à abrasão, além de menor durabilidade e resistência a produtos de limpeza.




Como combater fungos e manchas de água

Após a pintura, a superfície ainda pode apresentar alguns problemas a longo prazo, como a presença de fungos e algas. Neste caso, William Hamam, Coordenador de Produtos da Futura Tintas, aconselha lavar o local com uma solução de água sanitária com água na proporção 1:1, esfregando com uma escova de nylon e enxaguando com água. “Após escovar, aplique novamente a solução e deixe agir por aproximadamente 5 horas. Por fim, enxágüe bem”, recomenda. No caso de manchas de água, causadas por chuvas irregulares, a solução é lavar imediatamente toda a parede com água até que se eliminem as matérias solúveis.

Por mais que os procedimentos possam parecer trabalhosos a curto prazo, pouparão dores de cabeça no futuro. Segundo William Saraiva, Gerente de Produtos da Coral, se for feito o teste com duas paredes sujeitas às mesmas condições climáticas, uma pintada seguindo as recomendações e outra não, esta última pode ter a vida útil reduzida pela metade.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Conheça a aconchegante e segura Munique em 36 horas


Munique é um ótimo destino para os amantes de cerveja, admiradores de história e fãs de música. Turistas aproveitam a vista da Marienplatz



Munique é um ótimo destino para os amantes de cerveja, admiradores de história e fãs de música, mas ultimamente a capital da Baviera é reconhecida como um ótimo lugar para se viver. A revista “Monocle” a classificou como a melhor cidade para se viver no mundo em 2007, citando seus imóveis residenciais de alta qualidade, baixa criminalidade e “sentimento geral de aconchego”. Seu transporte público foi recentemente considerado o melhor da Europa por um importante clube do automóvel. E sua célebre cultura da cerveja é tão ubíqua que a Lufthansa acabou de instalar seu próprio beer garden no aeroporto de Munique.


Sexta-feira

16h - Morando em Westend
A recente qualidade de vida de Munique pode ser resumida em Schwanthalerhöhe, também conhecido como Westend, um bairro de uso diverso, com uma mistura atraente de estúdios de artistas, cafés e comunidades de imigrantes. Sinta o pulso da área examinando os títulos em inglês na Kunst & Textwerk (Ligsalzstrasse 13; 49-89-44-10-98 49; kutv.de), uma livraria e café com poltronas confortáveis e cadeiras para os leitores. Em seguida, pare nos ateliês de Stefanie Duckstein (Parkstrasse 7; 49-89-36-10-53-92; stefanie-duckstein.de), uma artista peculiar, e Beatrice Pedersen (Schwanthalerstrasse 131; 49-89-54-03-68-81; beatrice-pedersen.com), uma ceramista sueca que faz tigelas de porcelana ornamentadas à mão. E para uma pausa, o Marais (Parkstrasse 2; 49-89-50-09-45-52; cafe-marais.de) é um café e loja de antiguidades onde é possível comprar jarros de vidro (10 euros) enquanto você bebe seu café com leite.

19h30 - Placas teutônicas

Por mais de um século, o luxuoso Bayerischer Hof (Promenadeplatz 2-6; 49-89-21-20-993; bayerischerhof.de) é um dos melhores endereços da cidade. Em setembro passado, o restaurante Garden do hotel, um lugar para ver e ser visto, reabriu com uma nova decoração bacana - uma mistura de moderno, aberto e arejado que parece um cruzamento entre uma Apple Store e uma estufa. O cardápio também foi renovado, com cozinha mediterrânea e alemã refinada que olha para o sul em busca de inspiração. Pratos incluem um risoto de arroz preto com tomates-cereja cozidos e alho-poró, um farto ravióli de rabo de touro e um panna cotta confeitado. Jantar para dois, cerca de 170 euros, ou US$ 223, com o euro cotado a US$ 1,32.

22h - Espaço para dançar

Sim, o público pode ser jovem, mas as faixas de hard techno e trance tocadas no Neuraum (Arnulfstrasse 17; 49-89-59-98-96-40; neuraum.net), um novo clube de dança monstruoso, podem ser surpreendentemente bacanas e sofisticadas. Situado em um espaço tipo abrigo antibombas sob a principal rodoviária, o clube alega ter espaço para mais de duas mil pessoas, espalhadas por várias pistas e salas. A decoração é escura, esparsa e minimalista, deixando muito espaço para o público estudante entusiasmado dançar, beber e se conhecer.



O Deutsches Museum já era um dos maiores museus do mundo de ciência e tecnologia. E acrescentou uma ala, a Zentrum Neue Technologien, dedicada às pioneiras nano e biotecnologia


Sábado

10h - Ciência, nova e velha

O Deutsches Museum (Museumsinsel 1; 49-89-21-79-1; deutsches-museum.de) já era um dos maiores museus do mundo de ciência e tecnologia. Então, no ano passado, ele acrescentou uma ala, a Zentrum Neue Technologien, dedicada às pioneiras nano e biotecnologia. Aprenda com telas de toque e de demonstrações interativas, então divirta-se admirando os aviões Messerschmitts e bombas voadoras Fieseler na vasta sala de aviação ao lado.

12h30 - Restaurante rústico

Uma caminhada de poucos minutos do museu levará você a Glockenbachviertel, um bairro bom para famílias e gays, com tantas lojas e cafés que fazem facilmente você considerar uma estadia mais longa. Cheque os classificados de imóveis do “Suddeutsche Zeitung”, o jornal do sul da Alemanha, ao lado de famílias jovens, casais gays e estudantes no Maria Café (Klenzestrasse 97; 49-89-20-23-27-45), um restaurante rústico em uma das pontas da Klenzestrasse, a rua principal do bairro. Não há pressa, já que o cardápio do café da manhã é servido até às 18h, se somando ao cardápio regular de almoço e aos especiais diários, como a grande salada verde com um cheiroso porcino grelhado (5,90 euros) e o fettuccine e truta com um cremoso molho de endro (6,90 euros).

16h - Nova moda

Se você realmente precisar de lederhosen (as calças curtas com suspensórios), siga para as lojas para turistas no centro da cidade. Mas para moda moderna, passe no ateliê e showroom de Svenja Jander (Jahnstrasse 25; 49-89-13-01-26-48; svenjajander.com), cujas roupas sob medida incluem uma jaqueta drapeada feminina (680 euros), feita de uma mistura de cashmere e angorá. Virando a esquina, Antonetty Lederwerkstatt (Klenzestrasse 56; 49-89-26-91-29; antonetty.de) é especializada em artigos de couro, incluindo pequenas carteiras elegantes (90 a 160 euros) e bolsas (200 a 900 euros) que ganharam um status cult na cidade. Para artigos mais baratos, o elegante Fundgruber (Klenzestrasse 58; 49-89-13-01-10-69) é um brechó que vende uma seleção bem escolhida de vestidos, casacos de lã e ternos antigos.

19h - Picante e Weissbier

A reputação de Munique de cozinha sonsa e homogênea é desmentida pela proliferação de grandes restaurantes étnicos. Um exemplo: o novo e barato Kerala (Schumannstrasse 9; 49-89-41-20-05-48; kerala-restaurant.de), contendo pratos picantes do sul da Índia em um salão de jantar com tema dos trópicos e imagens de Ganesha. Quando as pimentas do bife Kerala (13,50 euros) começarem a arder, ou após uma mordida nos leves crepes masala dosa (6 euros), você poderá começar a se perguntar onde exatamente está. Um grande gole do chope Weissbier (3,15 euros) trará você de volta à realidade.

21h30 - Mais variedade

Tocando nas tradições do cabaré da era de Weimar e das formas anteriores de vaudeville do continente, um novo tipo de espetáculo de “variedades” mistura canção, dança, malabarismo, acrobacia, trapézio e comédia física, criando uma apresentação que frequentemente transcende a língua –e onde quase nenhuma palavra é falada. O GOP Varieté-Theater (Maximilianstrasse 47; 49-89-21-02-88-444; variete.de), com dois anos, tem dois grandes shows às sextas e sábados.

23h30 - Esquadrão do vício
Os drinques pós-apresentação no distrito do teatro são bem conhecidos, até demais. Para algo novo, experimente o lounge Vice (Kaufingerstrasse 9; 49-89-23-88-55-79-0; vice-muenchen.de) da moda, que abriu no ano passado em três andares da galeria comercial Kaufingertor, ao largo da central Marienplatz. Nos andares superiores, uma clientela de jovens sofisticados vai ao bar minimalista em busca de drinques clássicos (7,50 a 10,50 euros), antes de queimarem os excessos em uma das pistas de dança.



O transporte público de Munique foi recentemente considerado o melhor da Europa por um importante clube do automóvel



Domingo

10h - Mestres modernos

O Kunstareal, ou Distrito das Artes, possui uma história que remonta ao século 16, quando o duque Wilhelm 4º encomendou uma série de pinturas históricas para o palácio real. Quem traz a área aos tempos modernos é o Museum Brandhorst (Turkenstrasse 19; 49-89-23-80-52-286; museum-brandhorst.de), que abriu em maio passado com uma coleção de arte do século 20 e 21. Contando com um agradável café no piso térreo, este museu moderno e bacana exibe obras inovadoras de artistas como Andy Warhol, Cy Twombly e Damien Hirst.

12h - Floresta e jardim
Os guias turísticos adoram recomendar grandes parques como o Englischer Garten, mas para tranquilidade e introspecção, vá para Perlacher Forst, uma grande floresta no sudeste da cidade com trilhas para caminhada e ciclismo. Preste seus respeitos no cemitério Friedhof am Perlacher Forst (Stadelheimer Strasse 24), onde Sophie Scholl e outros membros do movimento de resistência antinazista Rosa Branca estão enterrados, antes de voltar a partilhar os tradicionais refrescos líquidos de Munique. Para uma cerveja memorável, experimente o minúsculo beer garden no Forschungsbrauerei (Unterhachinger Strasse 76; 49-89-67-01-169; forschungsbrauerei.de), uma ex-cervejaria de pesquisa que funciona como bar. Assim que você provar sua St. Jakobus Blonder Bock, uma cerveja lager forte, agridoce, você poderá estudar os classificados de imóveis de novo.


O básico


Voos que exigem conexão podem ser mais baratos do que os que vão direto para a cidade. É fácil circular em Munique em seu confiável sistema metroviário.

Muitos dos grandes hotéis da cidade têm mais de 100 anos. Para luxo mais recente, faça o check-in no Charles Hotel (Sophienstrasse 28; 49-89-54-45-550; thecharleshotel.com), parte da rede Rocco Forte, que abriu em 2007 em um prédio de pedra calcária de oito andares próximo da Kunstareal. O spa é frequentado por algumas das mulheres que lá almoçam. Uma recente pesquisa encontrou quartos duplos por 250 euros, ou US$ 328, com o euro cotado a US$ 1,32.

Menor e mais badalado é o Motel One (Landsbergerstrasse 79; 49-89-53-88-68-90; motel-one.com), parte de uma nova microrrede alemã que tenta combinar os conceitos de hotel cápsula e butique, compensando o tamanho menor com layout mais inteligente e design cheio de estilo. Quartos duplos na filial City West, próxima de Westend, a partir de 74 euros.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"Estou me sentindo como uma criança com um amigo novo", diz Nenê

Desde 2007 fora da Seleção, pivô reencontra companheiros, diz que está ansioso e que vai entrar para fazer o seu melhor no Mundial da Turquia

Nenê voltou à infância para poder descrever a sensação de treinar novamente com a Seleção depois de se ausentar por três anos. Olha para o alto, abre um sorriso e diz: "Estou me sentindo como uma criança com um amigo novo". Embora muitos ali sejam velhos conhecidos, o reencontro é sempre difícil. Ao longo das últimas temporadas, problemas contratuais, de saúde e lesões constantes deixaram o pivô longe da equipe. Sua última participação foi no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007. No início do ano, depois de uma visita de Rubén Magnano, o pivô do Denver Nuggets resolveu atender ao chamado do treinador e não quer decepcioná-lo.
basquete brasil nenê


Nenê durante o primeiro treino da Seleção que se prepara visando ao Mundial (Foto: Sergio Pinto / CBB)

- Estou ansioso com essa volta. Passado é passado. Tudo o que aconteceu na minha vida teve uma razão, mas eu sempre quis representar bem o meu país. Não gosto de ficar falando, fazendo propaganda de mim. O que posso dizer é que vou entrar para tentar fazer o meu melhor. Mas acho que o pessoal tem que tomar um pouquinho de cuidado lá no Mundial, que vai ser o meu primeiro. É só ver uns vídeos que estão na internet - sorri.

Nenê, que em abril sofreu uma uma hiperextensão no joelho esquerdo, sabe que a experiência dos jogadores selecionados, aliada ao conhecimento de Magnano pode surpreender os adversários na Turquia.

- Eles não vão esperar pelo Brasil do passado, mas pelo Brasil que tem cinco jogadores de NBA e os jogadores experientes que atuam ou atuaram na Europa. A equipe que tem um treinador campeão olímpico.

Nenê só não conseguiu esconder a surpresa com o pedido de dispensa de Valtinho. Em 2007, o pivô fez campanha para que o armador voltasse a defender a Seleção. No retorno, ele conquistou a medalha de ouro no Pan do Rio. Às vésperas do início do treinamento no Rio, Valtinho alegou que não estaria 100% com a cabeça no trabalho já que queria ficar mais perto do filho pequeno.

- Fiquei surpreso. Valtinho estava sendo destaque, um dos melhores armadores no Brasil. A decisão dele me pegou de calça curta. Mas vai ser a oportunidade para o Raulzinho. Perdemos um armador experiente e ganhamos um jovem no grupo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saiba como funciona o trem-bala que ligará SP e Rio em 90 minutos

Sistema de levitação magnética é a principal diferença do veículo.
Vários recursos prometem garantir a segurança e conforto dos passageiros
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O governo anunciou na terça-feira (13) os termos para a construção de um trem-bala para ligar São Paulo e Rio de Janeiro, que deve ficar pronto em seis anos. O chamado Trem de Alta Velocidade (TAV), que também servirá a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, poderá, teoricamente, atingir a velocidade de 350 km/h. A viagem entre as duas capitais vai durar cerca de uma hora e meia.

O projeto, com custo planejado de até R$ 33 bilhões, funciona com base no conceito de levitação magnética ("MagLev", na abreviação em inglês). Ou seja: por meio de ímãs, o trem praticamente "levita" no trilho. Sem atrito, o veículo atinge velocidades maiores que a dos trens comuns, utilizados nas linhas ferroviárias e metrôs atuais.


TGV FrancçaTGV, na França, opera com levitação magnética. (Foto: François @ Edito.qc.ca's/Creative Commons/by-nc-nd)

Existem três tecnologias que permitem que os trens "levitem" sobre a linha férrea: uma, batizada de Sistema de Ímas Permanentes, (ou Inductrack), embora apontada como a ideal para o futuro, ainda não foi testada comercialmente. A EDS, que funciona por suspensões eletrodinâmicas, é a técnica capaz de atingir as maiores velocidades já registradas em linhas férreas, com pico de mais de 500 km/h. No entanto, consome muita energia elétrica e tem um custo elevado. Sobra, portanto, a chamada EMS, ou suspensão eletromagnética, que provavelmente será o sistema utilizado no Brasil.

O sistema de suspensão eletromagnética foi desenvolvido pela Transrapid, um consórcio entre dois megaconglomerados industriais da Alemanha, a Siemens e a ThyssenKrupp. Confira suas principais características e sistemas de segurança:


Ímas de propulsão e frenagem do Trem
de Alta Velocidade. (Foto: Reprodução)

Propulsão e frenagem
Um campo magnético de levitação (MagLev) é gerado - por meio de energia elétrica - e suspende o veículo. Um segundo campo magnético, conhecido como campo de deslize, é gerado para impulsionar o trem. Esse segundo íma "afasta" a composição da estação atual em direção ao destino. Sem atrito, o veículo pode viajar a 350 km/h. No Brasil, no entanto, ele não deve ultrapassar os 290 km/h.

Para frear o trem, o sistema de deslize é simplesmente desligado. Em caso de falha, freios a ar são acionados.

Falha na rede elétrica
Em caso de falta de energia, o trem continua flutuando e em movimento graças a um sistema auxiliar de baterias que fornecem a eletricidade suficiente para chegar à próxima estação em segurança.

Incêndio
Em caso de incêndio os passageiros podem mudar de vagão para escapar do fogo e da fumaça enquanto sensores ativam um sistema de sprinklers que apagam o fogo.


Em caso de queda de raios, equipamentos e
passageiros nada sofrem.

Antivibração
Molas nas estruturas que seguram os trilhos absorvem a vibração do trem e minimizam o desgaste nas pontes e viadutos.

Proteção contra raios
Se um raio atinge o trem, a descarga elétrica é jogada pelos trilhos e guias. O vagão possui proteção para os equipamentos eletrônicos a bordo, inclusive os utilizados pelos passageiros, como telefones celulares e notebooks.

Segurança em colisões
Uma caixa frontal amortecedora absorve a energia do impacto e uma rede de kevlar, mesmo material utilizado em coletes à prova de bala, impede que estilhaços danifiquem a cabine do condutor.

Kid Abelha anuncia retorno aos palcos após três anos de hiato

Os integrantes do Kid Abelha: Bruno Fortunato, Paula Toller e George Israel


Depois de três anos longe dos palcos, o Kid Abelha está de volta à música. A banda anunciou que seu retorno terá uma pré-estréia em Tóquio no dia 4 de setembro, nas comemorações do evento Brazilian Day.

Segundo a assessoria da banda, ainda não há nome definido nem repertório para a turnê, mas é possível que o Kid Abelha se apresente no Brasil ainda este ano.

Este será o primeiro show de Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato no continente asiático e também o primeiro do Kid Abelha desde dezembro de 2006, quando o trio anunciou férias da banda para investir na carreira solo de cada um.

O último trabalho de estúdio do Kid Abelha foi "Pega Vida", lançado em 2005.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Eleito por 'notáveis', logo da Copa 2014 gera polêmica entre leigos e especialistas

Assim como a escalação de Dunga, o logo da Copa de 2014, que será sediada no Brasil, já nasceu polêmico. Lançado oficialmente em evento realizado na África do Sul na última quinta-feira (8), o desenho tem levantado dúvidas em relação às suas referências e aos critérios de escolha, e virou piada instantânea no Twitter, onde se espalhou a comparação da marca com a silhueta do líder espírita Chico Xavier.
A MARCA EM QUESTÃO



Logo oficial foi apresentado em evento realizado na África do Sul


Internautas comparam o desenho ao retrato de Chico Xavier



Verde, amarelo e vermelho, o logo criado pela agência Africa foi apresentado como uma representação estilizada da taça da Copa do Mundo, encoberta por três mãos que se entrelaçam. A escolha coube a uma equipe de “notáveis”, formada por Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, Paulo Coelho, Hans Donner e Oscar Niemeyer, além do presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa (COL), Ricardo Teixeira, e do secretário da Fifa, Jérome Valcke.

No vídeo exibido na cerimônia de lançamento, o presidente da CBF e do COL afirmou que o logo “prepara para o Mundial”. “Ao olhar para ele, ninguém vai imaginar outra coisa que não seja a Copa do Mundo no Brasil.”

Outras seis imagens fizeram parte da votação, todas sugeridas por agências de publicidade. A campeã comemora no Facebook: “A agência Africa está em festa. O logo da Copa do Mundo de 2014, q vai acontecer no Brasil, foi criada por nós. Demais. [sic]”.

Patrocinadora oficial do evento, a Adidas confeccionou mais de mil camisetas com a marca estampada, que serão colocadas à venda em sites e lojas.

Designers foram excluídos pela Fifa

A Associação dos Designers Gráficos (ADG), que a princípio faria parte da seleção, publicou em seu site nota em que declara ter sido excluída pela Fifa do processo – “ADG aguarda esclarecimentos da Fifa sobre a marca da Copa 2014”.

Professora do curso de Design da FAU-USP, Priscila Farias conta que quando viu o logo pela primeira vez achou que se tratava de uma brincadeira. Para ela, a ideia de utilizar formas que lembram mãos não é ruim. “Mas as formas estão terrivelmente mal resolvidas, e isso faz com que a figura, como um todo, pareça fraca, transmitindo a sensação de um desenho improvisado e pouco profissional, um tanto infantil e ingênuo, ao mesmo tempo sem a graça de um desenho de criança, ou a espontaneidade de algo genuinamente naif”, diz.

ESPECIALISTAS QUESTIONAM



Priscila Farias achou que se tratava de uma brincadeira


Para o designer Muti Randolph, 'um gesto de tristeza e vergonha'


Em sua análise, ela revela: “Uma coisa que me incomoda especialmente é a absoluta falta de controle dos espaços brancos internos. Os números que compõem o ano ficam a meio caminho, entre um tratamento geométrico ou orgânico, e o 2 é tão mal resolvido que parece um Z. Na redução, o 4 fica muito similar ao A de ‘Brasil’, e, no lugar de 2014, lemos ‘ZOIA’.”

Priscila ainda destaca que as letras da palavra Brasil misturam caixas alta e baixa sem critério aparente, fugindo à norma culta (a letra A aparece em caixa alta no meio da palavra, e o L fica entre maiúscula e minúscula). “Mesmo assim, com uma rigidez que não é a das escritas populares – se é que a intenção era simular uma escrita popular ou vernacular –, sugerindo que o design foi resolvido por alguém que não entende muito de tipografia”, observa.

Taça e Jabulani: referências negativas?

Também controversa, a primeira impressão do designer Muti Randolph ao ver o desenho – compartilhada por outros artistas gráficos, como Alexandre Wollner – foi de uma mão levada ao rosto “num gesto de tristeza e vergonha”. “Por perder a Copa de novo em casa?”

Randolph diz, que numa rápida reflexão, o logo pode remeter à ideia de “todo mundo metendo a mão na Copa”. “Temo que tenham feito uma marca não muito bem desenhada, mas apropriada a esta interpretação: se tomarmos por medida a falta de transparência e o resultado deste processo, devemos temer por todos os outros desta Copa, da formação da comissão técnica à construção e reforma dos estádios”, considera.

O designer questiona, ainda, o uso da cor vermelha – “Seria influência africana?”. Sobre a fonte de inspiração da marca, Randolph denomina o atual troféu Fifa como “uma aberração grotesca dos anos 70 que substituiu a clássica e linda art déco Jules Rimet”.

Ele recorda que, conquistado definitivamente pelo Brasil em 1970, o troféu foi roubado e nunca mais encontrado (cogita-se que tenha sido derretido). “Se o Brasil ganhar o hexa, alguém bem poderia repetir o feito e transformar as figuras disformes (que já parecem derreter) em barras de ouro. Estariam fazendo um favor à estética”, alfineta.

Já o artista plástico Marcius Galan recorre à Jabulani para traçar seu raciocínio. “Acabamos de passar por uma Copa onde a bola, um objeto com função determinante para o bom andamento dos jogos, era ruim. Isso foi notado nos primeiros treinos e mesmo assim, como já haviam sido fechados os contratos, os jogadores tiveram que se calar.”

Para ele, este é apenas um exemplo “de como o que está em jogo não é o jogo”. “Então eu não esperaria o logo da Copa no Brasil nascendo de uma pesquisa séria. Se é melhor para a campanha que a Gisele eleja o melhor logo, esse será o melhor e ponto. O resto é uma questão de gosto”, constata Galan.

“E, falando de gosto, acho até bonitinho, meio ingênuo, meio retrô. Poderia ter sido muito pior.”