segunda-feira, 26 de julho de 2010

Conheça a aconchegante e segura Munique em 36 horas


Munique é um ótimo destino para os amantes de cerveja, admiradores de história e fãs de música. Turistas aproveitam a vista da Marienplatz



Munique é um ótimo destino para os amantes de cerveja, admiradores de história e fãs de música, mas ultimamente a capital da Baviera é reconhecida como um ótimo lugar para se viver. A revista “Monocle” a classificou como a melhor cidade para se viver no mundo em 2007, citando seus imóveis residenciais de alta qualidade, baixa criminalidade e “sentimento geral de aconchego”. Seu transporte público foi recentemente considerado o melhor da Europa por um importante clube do automóvel. E sua célebre cultura da cerveja é tão ubíqua que a Lufthansa acabou de instalar seu próprio beer garden no aeroporto de Munique.


Sexta-feira

16h - Morando em Westend
A recente qualidade de vida de Munique pode ser resumida em Schwanthalerhöhe, também conhecido como Westend, um bairro de uso diverso, com uma mistura atraente de estúdios de artistas, cafés e comunidades de imigrantes. Sinta o pulso da área examinando os títulos em inglês na Kunst & Textwerk (Ligsalzstrasse 13; 49-89-44-10-98 49; kutv.de), uma livraria e café com poltronas confortáveis e cadeiras para os leitores. Em seguida, pare nos ateliês de Stefanie Duckstein (Parkstrasse 7; 49-89-36-10-53-92; stefanie-duckstein.de), uma artista peculiar, e Beatrice Pedersen (Schwanthalerstrasse 131; 49-89-54-03-68-81; beatrice-pedersen.com), uma ceramista sueca que faz tigelas de porcelana ornamentadas à mão. E para uma pausa, o Marais (Parkstrasse 2; 49-89-50-09-45-52; cafe-marais.de) é um café e loja de antiguidades onde é possível comprar jarros de vidro (10 euros) enquanto você bebe seu café com leite.

19h30 - Placas teutônicas

Por mais de um século, o luxuoso Bayerischer Hof (Promenadeplatz 2-6; 49-89-21-20-993; bayerischerhof.de) é um dos melhores endereços da cidade. Em setembro passado, o restaurante Garden do hotel, um lugar para ver e ser visto, reabriu com uma nova decoração bacana - uma mistura de moderno, aberto e arejado que parece um cruzamento entre uma Apple Store e uma estufa. O cardápio também foi renovado, com cozinha mediterrânea e alemã refinada que olha para o sul em busca de inspiração. Pratos incluem um risoto de arroz preto com tomates-cereja cozidos e alho-poró, um farto ravióli de rabo de touro e um panna cotta confeitado. Jantar para dois, cerca de 170 euros, ou US$ 223, com o euro cotado a US$ 1,32.

22h - Espaço para dançar

Sim, o público pode ser jovem, mas as faixas de hard techno e trance tocadas no Neuraum (Arnulfstrasse 17; 49-89-59-98-96-40; neuraum.net), um novo clube de dança monstruoso, podem ser surpreendentemente bacanas e sofisticadas. Situado em um espaço tipo abrigo antibombas sob a principal rodoviária, o clube alega ter espaço para mais de duas mil pessoas, espalhadas por várias pistas e salas. A decoração é escura, esparsa e minimalista, deixando muito espaço para o público estudante entusiasmado dançar, beber e se conhecer.



O Deutsches Museum já era um dos maiores museus do mundo de ciência e tecnologia. E acrescentou uma ala, a Zentrum Neue Technologien, dedicada às pioneiras nano e biotecnologia


Sábado

10h - Ciência, nova e velha

O Deutsches Museum (Museumsinsel 1; 49-89-21-79-1; deutsches-museum.de) já era um dos maiores museus do mundo de ciência e tecnologia. Então, no ano passado, ele acrescentou uma ala, a Zentrum Neue Technologien, dedicada às pioneiras nano e biotecnologia. Aprenda com telas de toque e de demonstrações interativas, então divirta-se admirando os aviões Messerschmitts e bombas voadoras Fieseler na vasta sala de aviação ao lado.

12h30 - Restaurante rústico

Uma caminhada de poucos minutos do museu levará você a Glockenbachviertel, um bairro bom para famílias e gays, com tantas lojas e cafés que fazem facilmente você considerar uma estadia mais longa. Cheque os classificados de imóveis do “Suddeutsche Zeitung”, o jornal do sul da Alemanha, ao lado de famílias jovens, casais gays e estudantes no Maria Café (Klenzestrasse 97; 49-89-20-23-27-45), um restaurante rústico em uma das pontas da Klenzestrasse, a rua principal do bairro. Não há pressa, já que o cardápio do café da manhã é servido até às 18h, se somando ao cardápio regular de almoço e aos especiais diários, como a grande salada verde com um cheiroso porcino grelhado (5,90 euros) e o fettuccine e truta com um cremoso molho de endro (6,90 euros).

16h - Nova moda

Se você realmente precisar de lederhosen (as calças curtas com suspensórios), siga para as lojas para turistas no centro da cidade. Mas para moda moderna, passe no ateliê e showroom de Svenja Jander (Jahnstrasse 25; 49-89-13-01-26-48; svenjajander.com), cujas roupas sob medida incluem uma jaqueta drapeada feminina (680 euros), feita de uma mistura de cashmere e angorá. Virando a esquina, Antonetty Lederwerkstatt (Klenzestrasse 56; 49-89-26-91-29; antonetty.de) é especializada em artigos de couro, incluindo pequenas carteiras elegantes (90 a 160 euros) e bolsas (200 a 900 euros) que ganharam um status cult na cidade. Para artigos mais baratos, o elegante Fundgruber (Klenzestrasse 58; 49-89-13-01-10-69) é um brechó que vende uma seleção bem escolhida de vestidos, casacos de lã e ternos antigos.

19h - Picante e Weissbier

A reputação de Munique de cozinha sonsa e homogênea é desmentida pela proliferação de grandes restaurantes étnicos. Um exemplo: o novo e barato Kerala (Schumannstrasse 9; 49-89-41-20-05-48; kerala-restaurant.de), contendo pratos picantes do sul da Índia em um salão de jantar com tema dos trópicos e imagens de Ganesha. Quando as pimentas do bife Kerala (13,50 euros) começarem a arder, ou após uma mordida nos leves crepes masala dosa (6 euros), você poderá começar a se perguntar onde exatamente está. Um grande gole do chope Weissbier (3,15 euros) trará você de volta à realidade.

21h30 - Mais variedade

Tocando nas tradições do cabaré da era de Weimar e das formas anteriores de vaudeville do continente, um novo tipo de espetáculo de “variedades” mistura canção, dança, malabarismo, acrobacia, trapézio e comédia física, criando uma apresentação que frequentemente transcende a língua –e onde quase nenhuma palavra é falada. O GOP Varieté-Theater (Maximilianstrasse 47; 49-89-21-02-88-444; variete.de), com dois anos, tem dois grandes shows às sextas e sábados.

23h30 - Esquadrão do vício
Os drinques pós-apresentação no distrito do teatro são bem conhecidos, até demais. Para algo novo, experimente o lounge Vice (Kaufingerstrasse 9; 49-89-23-88-55-79-0; vice-muenchen.de) da moda, que abriu no ano passado em três andares da galeria comercial Kaufingertor, ao largo da central Marienplatz. Nos andares superiores, uma clientela de jovens sofisticados vai ao bar minimalista em busca de drinques clássicos (7,50 a 10,50 euros), antes de queimarem os excessos em uma das pistas de dança.



O transporte público de Munique foi recentemente considerado o melhor da Europa por um importante clube do automóvel



Domingo

10h - Mestres modernos

O Kunstareal, ou Distrito das Artes, possui uma história que remonta ao século 16, quando o duque Wilhelm 4º encomendou uma série de pinturas históricas para o palácio real. Quem traz a área aos tempos modernos é o Museum Brandhorst (Turkenstrasse 19; 49-89-23-80-52-286; museum-brandhorst.de), que abriu em maio passado com uma coleção de arte do século 20 e 21. Contando com um agradável café no piso térreo, este museu moderno e bacana exibe obras inovadoras de artistas como Andy Warhol, Cy Twombly e Damien Hirst.

12h - Floresta e jardim
Os guias turísticos adoram recomendar grandes parques como o Englischer Garten, mas para tranquilidade e introspecção, vá para Perlacher Forst, uma grande floresta no sudeste da cidade com trilhas para caminhada e ciclismo. Preste seus respeitos no cemitério Friedhof am Perlacher Forst (Stadelheimer Strasse 24), onde Sophie Scholl e outros membros do movimento de resistência antinazista Rosa Branca estão enterrados, antes de voltar a partilhar os tradicionais refrescos líquidos de Munique. Para uma cerveja memorável, experimente o minúsculo beer garden no Forschungsbrauerei (Unterhachinger Strasse 76; 49-89-67-01-169; forschungsbrauerei.de), uma ex-cervejaria de pesquisa que funciona como bar. Assim que você provar sua St. Jakobus Blonder Bock, uma cerveja lager forte, agridoce, você poderá estudar os classificados de imóveis de novo.


O básico


Voos que exigem conexão podem ser mais baratos do que os que vão direto para a cidade. É fácil circular em Munique em seu confiável sistema metroviário.

Muitos dos grandes hotéis da cidade têm mais de 100 anos. Para luxo mais recente, faça o check-in no Charles Hotel (Sophienstrasse 28; 49-89-54-45-550; thecharleshotel.com), parte da rede Rocco Forte, que abriu em 2007 em um prédio de pedra calcária de oito andares próximo da Kunstareal. O spa é frequentado por algumas das mulheres que lá almoçam. Uma recente pesquisa encontrou quartos duplos por 250 euros, ou US$ 328, com o euro cotado a US$ 1,32.

Menor e mais badalado é o Motel One (Landsbergerstrasse 79; 49-89-53-88-68-90; motel-one.com), parte de uma nova microrrede alemã que tenta combinar os conceitos de hotel cápsula e butique, compensando o tamanho menor com layout mais inteligente e design cheio de estilo. Quartos duplos na filial City West, próxima de Westend, a partir de 74 euros.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"Estou me sentindo como uma criança com um amigo novo", diz Nenê

Desde 2007 fora da Seleção, pivô reencontra companheiros, diz que está ansioso e que vai entrar para fazer o seu melhor no Mundial da Turquia

Nenê voltou à infância para poder descrever a sensação de treinar novamente com a Seleção depois de se ausentar por três anos. Olha para o alto, abre um sorriso e diz: "Estou me sentindo como uma criança com um amigo novo". Embora muitos ali sejam velhos conhecidos, o reencontro é sempre difícil. Ao longo das últimas temporadas, problemas contratuais, de saúde e lesões constantes deixaram o pivô longe da equipe. Sua última participação foi no Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007. No início do ano, depois de uma visita de Rubén Magnano, o pivô do Denver Nuggets resolveu atender ao chamado do treinador e não quer decepcioná-lo.
basquete brasil nenê


Nenê durante o primeiro treino da Seleção que se prepara visando ao Mundial (Foto: Sergio Pinto / CBB)

- Estou ansioso com essa volta. Passado é passado. Tudo o que aconteceu na minha vida teve uma razão, mas eu sempre quis representar bem o meu país. Não gosto de ficar falando, fazendo propaganda de mim. O que posso dizer é que vou entrar para tentar fazer o meu melhor. Mas acho que o pessoal tem que tomar um pouquinho de cuidado lá no Mundial, que vai ser o meu primeiro. É só ver uns vídeos que estão na internet - sorri.

Nenê, que em abril sofreu uma uma hiperextensão no joelho esquerdo, sabe que a experiência dos jogadores selecionados, aliada ao conhecimento de Magnano pode surpreender os adversários na Turquia.

- Eles não vão esperar pelo Brasil do passado, mas pelo Brasil que tem cinco jogadores de NBA e os jogadores experientes que atuam ou atuaram na Europa. A equipe que tem um treinador campeão olímpico.

Nenê só não conseguiu esconder a surpresa com o pedido de dispensa de Valtinho. Em 2007, o pivô fez campanha para que o armador voltasse a defender a Seleção. No retorno, ele conquistou a medalha de ouro no Pan do Rio. Às vésperas do início do treinamento no Rio, Valtinho alegou que não estaria 100% com a cabeça no trabalho já que queria ficar mais perto do filho pequeno.

- Fiquei surpreso. Valtinho estava sendo destaque, um dos melhores armadores no Brasil. A decisão dele me pegou de calça curta. Mas vai ser a oportunidade para o Raulzinho. Perdemos um armador experiente e ganhamos um jovem no grupo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saiba como funciona o trem-bala que ligará SP e Rio em 90 minutos

Sistema de levitação magnética é a principal diferença do veículo.
Vários recursos prometem garantir a segurança e conforto dos passageiros
.

O governo anunciou na terça-feira (13) os termos para a construção de um trem-bala para ligar São Paulo e Rio de Janeiro, que deve ficar pronto em seis anos. O chamado Trem de Alta Velocidade (TAV), que também servirá a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, poderá, teoricamente, atingir a velocidade de 350 km/h. A viagem entre as duas capitais vai durar cerca de uma hora e meia.

O projeto, com custo planejado de até R$ 33 bilhões, funciona com base no conceito de levitação magnética ("MagLev", na abreviação em inglês). Ou seja: por meio de ímãs, o trem praticamente "levita" no trilho. Sem atrito, o veículo atinge velocidades maiores que a dos trens comuns, utilizados nas linhas ferroviárias e metrôs atuais.


TGV FrancçaTGV, na França, opera com levitação magnética. (Foto: François @ Edito.qc.ca's/Creative Commons/by-nc-nd)

Existem três tecnologias que permitem que os trens "levitem" sobre a linha férrea: uma, batizada de Sistema de Ímas Permanentes, (ou Inductrack), embora apontada como a ideal para o futuro, ainda não foi testada comercialmente. A EDS, que funciona por suspensões eletrodinâmicas, é a técnica capaz de atingir as maiores velocidades já registradas em linhas férreas, com pico de mais de 500 km/h. No entanto, consome muita energia elétrica e tem um custo elevado. Sobra, portanto, a chamada EMS, ou suspensão eletromagnética, que provavelmente será o sistema utilizado no Brasil.

O sistema de suspensão eletromagnética foi desenvolvido pela Transrapid, um consórcio entre dois megaconglomerados industriais da Alemanha, a Siemens e a ThyssenKrupp. Confira suas principais características e sistemas de segurança:


Ímas de propulsão e frenagem do Trem
de Alta Velocidade. (Foto: Reprodução)

Propulsão e frenagem
Um campo magnético de levitação (MagLev) é gerado - por meio de energia elétrica - e suspende o veículo. Um segundo campo magnético, conhecido como campo de deslize, é gerado para impulsionar o trem. Esse segundo íma "afasta" a composição da estação atual em direção ao destino. Sem atrito, o veículo pode viajar a 350 km/h. No Brasil, no entanto, ele não deve ultrapassar os 290 km/h.

Para frear o trem, o sistema de deslize é simplesmente desligado. Em caso de falha, freios a ar são acionados.

Falha na rede elétrica
Em caso de falta de energia, o trem continua flutuando e em movimento graças a um sistema auxiliar de baterias que fornecem a eletricidade suficiente para chegar à próxima estação em segurança.

Incêndio
Em caso de incêndio os passageiros podem mudar de vagão para escapar do fogo e da fumaça enquanto sensores ativam um sistema de sprinklers que apagam o fogo.


Em caso de queda de raios, equipamentos e
passageiros nada sofrem.

Antivibração
Molas nas estruturas que seguram os trilhos absorvem a vibração do trem e minimizam o desgaste nas pontes e viadutos.

Proteção contra raios
Se um raio atinge o trem, a descarga elétrica é jogada pelos trilhos e guias. O vagão possui proteção para os equipamentos eletrônicos a bordo, inclusive os utilizados pelos passageiros, como telefones celulares e notebooks.

Segurança em colisões
Uma caixa frontal amortecedora absorve a energia do impacto e uma rede de kevlar, mesmo material utilizado em coletes à prova de bala, impede que estilhaços danifiquem a cabine do condutor.

Kid Abelha anuncia retorno aos palcos após três anos de hiato

Os integrantes do Kid Abelha: Bruno Fortunato, Paula Toller e George Israel


Depois de três anos longe dos palcos, o Kid Abelha está de volta à música. A banda anunciou que seu retorno terá uma pré-estréia em Tóquio no dia 4 de setembro, nas comemorações do evento Brazilian Day.

Segundo a assessoria da banda, ainda não há nome definido nem repertório para a turnê, mas é possível que o Kid Abelha se apresente no Brasil ainda este ano.

Este será o primeiro show de Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato no continente asiático e também o primeiro do Kid Abelha desde dezembro de 2006, quando o trio anunciou férias da banda para investir na carreira solo de cada um.

O último trabalho de estúdio do Kid Abelha foi "Pega Vida", lançado em 2005.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Eleito por 'notáveis', logo da Copa 2014 gera polêmica entre leigos e especialistas

Assim como a escalação de Dunga, o logo da Copa de 2014, que será sediada no Brasil, já nasceu polêmico. Lançado oficialmente em evento realizado na África do Sul na última quinta-feira (8), o desenho tem levantado dúvidas em relação às suas referências e aos critérios de escolha, e virou piada instantânea no Twitter, onde se espalhou a comparação da marca com a silhueta do líder espírita Chico Xavier.
A MARCA EM QUESTÃO



Logo oficial foi apresentado em evento realizado na África do Sul


Internautas comparam o desenho ao retrato de Chico Xavier



Verde, amarelo e vermelho, o logo criado pela agência Africa foi apresentado como uma representação estilizada da taça da Copa do Mundo, encoberta por três mãos que se entrelaçam. A escolha coube a uma equipe de “notáveis”, formada por Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, Paulo Coelho, Hans Donner e Oscar Niemeyer, além do presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa (COL), Ricardo Teixeira, e do secretário da Fifa, Jérome Valcke.

No vídeo exibido na cerimônia de lançamento, o presidente da CBF e do COL afirmou que o logo “prepara para o Mundial”. “Ao olhar para ele, ninguém vai imaginar outra coisa que não seja a Copa do Mundo no Brasil.”

Outras seis imagens fizeram parte da votação, todas sugeridas por agências de publicidade. A campeã comemora no Facebook: “A agência Africa está em festa. O logo da Copa do Mundo de 2014, q vai acontecer no Brasil, foi criada por nós. Demais. [sic]”.

Patrocinadora oficial do evento, a Adidas confeccionou mais de mil camisetas com a marca estampada, que serão colocadas à venda em sites e lojas.

Designers foram excluídos pela Fifa

A Associação dos Designers Gráficos (ADG), que a princípio faria parte da seleção, publicou em seu site nota em que declara ter sido excluída pela Fifa do processo – “ADG aguarda esclarecimentos da Fifa sobre a marca da Copa 2014”.

Professora do curso de Design da FAU-USP, Priscila Farias conta que quando viu o logo pela primeira vez achou que se tratava de uma brincadeira. Para ela, a ideia de utilizar formas que lembram mãos não é ruim. “Mas as formas estão terrivelmente mal resolvidas, e isso faz com que a figura, como um todo, pareça fraca, transmitindo a sensação de um desenho improvisado e pouco profissional, um tanto infantil e ingênuo, ao mesmo tempo sem a graça de um desenho de criança, ou a espontaneidade de algo genuinamente naif”, diz.

ESPECIALISTAS QUESTIONAM



Priscila Farias achou que se tratava de uma brincadeira


Para o designer Muti Randolph, 'um gesto de tristeza e vergonha'


Em sua análise, ela revela: “Uma coisa que me incomoda especialmente é a absoluta falta de controle dos espaços brancos internos. Os números que compõem o ano ficam a meio caminho, entre um tratamento geométrico ou orgânico, e o 2 é tão mal resolvido que parece um Z. Na redução, o 4 fica muito similar ao A de ‘Brasil’, e, no lugar de 2014, lemos ‘ZOIA’.”

Priscila ainda destaca que as letras da palavra Brasil misturam caixas alta e baixa sem critério aparente, fugindo à norma culta (a letra A aparece em caixa alta no meio da palavra, e o L fica entre maiúscula e minúscula). “Mesmo assim, com uma rigidez que não é a das escritas populares – se é que a intenção era simular uma escrita popular ou vernacular –, sugerindo que o design foi resolvido por alguém que não entende muito de tipografia”, observa.

Taça e Jabulani: referências negativas?

Também controversa, a primeira impressão do designer Muti Randolph ao ver o desenho – compartilhada por outros artistas gráficos, como Alexandre Wollner – foi de uma mão levada ao rosto “num gesto de tristeza e vergonha”. “Por perder a Copa de novo em casa?”

Randolph diz, que numa rápida reflexão, o logo pode remeter à ideia de “todo mundo metendo a mão na Copa”. “Temo que tenham feito uma marca não muito bem desenhada, mas apropriada a esta interpretação: se tomarmos por medida a falta de transparência e o resultado deste processo, devemos temer por todos os outros desta Copa, da formação da comissão técnica à construção e reforma dos estádios”, considera.

O designer questiona, ainda, o uso da cor vermelha – “Seria influência africana?”. Sobre a fonte de inspiração da marca, Randolph denomina o atual troféu Fifa como “uma aberração grotesca dos anos 70 que substituiu a clássica e linda art déco Jules Rimet”.

Ele recorda que, conquistado definitivamente pelo Brasil em 1970, o troféu foi roubado e nunca mais encontrado (cogita-se que tenha sido derretido). “Se o Brasil ganhar o hexa, alguém bem poderia repetir o feito e transformar as figuras disformes (que já parecem derreter) em barras de ouro. Estariam fazendo um favor à estética”, alfineta.

Já o artista plástico Marcius Galan recorre à Jabulani para traçar seu raciocínio. “Acabamos de passar por uma Copa onde a bola, um objeto com função determinante para o bom andamento dos jogos, era ruim. Isso foi notado nos primeiros treinos e mesmo assim, como já haviam sido fechados os contratos, os jogadores tiveram que se calar.”

Para ele, este é apenas um exemplo “de como o que está em jogo não é o jogo”. “Então eu não esperaria o logo da Copa no Brasil nascendo de uma pesquisa séria. Se é melhor para a campanha que a Gisele eleja o melhor logo, esse será o melhor e ponto. O resto é uma questão de gosto”, constata Galan.

“E, falando de gosto, acho até bonitinho, meio ingênuo, meio retrô. Poderia ter sido muito pior.”

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Loja oferece helicóptero, avião e barco para consumidor de luxo





Da cabine do piloto do helicóptero se avista a Marginal Pinheiros, que se abre através das janelas de 7m de altura. É quase como se a aeronave, com seus bancos de couro e frigobar a bordo, pudesse de fato levantar voo e se juntar à frota de mais de 1.200 helicópteros, a maior parte deles circulando nos céus de São Paulo, onde acaba de ser inaugurada a loja Tools&Toys, especializada em “ferramentas e brinquedos” para os consumidores de produtos de luxo.

E que brinquedos: somente o helicóptero Sikorsky 76D em exposição está na faixa de US$ 12 milhões. Para a inauguração, ele teria ao lado um barco Ferreti 470, na faixa de R$ 2,9 milhões, o mesmo que acabou nos noticiários. “Mas um cliente gostou tanto do barco que não deixou nem que chegasse na loja, ele levou na hora”, conta Nelson Waisbich, responsável pelo setor náutico da loja. O showroom de mil metros quadrados no Shopping Cidade Jardim, zona sul da cidade, abriga ainda jetskis, quadriciclos e triciclos. “Teremos em breve também um avião e um Bentley em exposição, além de outra marca de carro que estamos negociando na Europa”, adianta Marcio Christiansen, CEO da Tools&Toys.

Com um investimento de "quase R$ 4 milhões”, a loja que pretende manter US$ 17 milhões em produtos no showroom, levou seis meses para ficar pronta. A demora se deveu em parte aos detalhes finais, como as telas touch screen de 52 polegadas que mostram ao cliente todo o portfolio de produtos e ainda opções de customização – um dos diferenciais da empresa.

“Nós vamos trabalhar muito o espaço virtual aqui na loja”, explica Christiansen. Para isso, a Tools&Toys contará com vendedores munidos de iPads (são dez no total) para fazer o atendimento. Ali na tela do gadget, o cliente vai entender quais são as opções para cada modelo, bem como definir o grau de personalização do barco, do helicóptero ou do avião.


Os barcos Ferretti 470 e Pershing 80: fabricação nacional ou importação, com projeto personalizado para o cliente

Demanda reprimida

Ainda que a ênfase em tecnologia seja de encher os olhos, é no mundo real que os clientes devem fazer a diferença. Com o crescimento do mercado de luxo no Brasil, que vive uma recuperação após a estabilidade do ano passado, a expectativa é bem positiva, algo em torno de 20% até o final do ano. Isso falando apenas do setor náutico, onde a loja espera conquistar uma boa fatia do potencial de consumo, hoje em torno de 200 barcos/ano.

Representante do Grupo Ferretti no Brasil, a empresa também mantém objetivos bem claros no setor. A média de vendas estava em 30 a 40 barcos por ano até 2009. “Queremos dobrar nossas vendas no primeiro ano”, afirma Nelson Waisbich, lembrando que o forte ali são modelos acima de 51 pés, os chamados médios a grandes barcos. O cliente que visitar o showroom da Tools&Toys tem a possibilidade não somente de escolher o modelo, mas também conversar com um decorador para definir o interior da embarcação. No total, são 90 modelos de 8 marcas, alguns com 83 pés de comprimento. A tecnologia e a qualidade são exatamente os mesmos empregados na Itália. Feita a encomenda, o cliente pode agendar visitas periódicas à fábrica para acompanhar a montagem (um processo que leva de 5 a 10 meses, dependendo do modelo), além de treinamento para tripulação.

Localizada no município de Vargem Grande Paulista, a 30 quilômetros de São Paulo, a fábrica tem 150 mil metros quadrados e inclui piscina para teste. A mudança para um local mais próximo da capital paulista também foi pensada para facilitar a organização de eventos de lançamento de produto paralelos à participação em feiras como a Boat Show.


Os "brinquedos" da Tools&Toys: quadriciclo Outlander Max 800R da Can-Am e jetski da SeaDoo, ambos da BRP

Só em 2012

Falando de helicópteros, a empresa projeta dez aeronaves vendidas nos próximos 5 anos. São “ferramentas” que podem ser encomendadas hoje, mas que estarão disponíveis para entrega apenas em 2012. Segundo Túlio Silviano Brandão, consultor em aeronaves corporativas, o modelo em exposição da Sakorsky está em desenvolvimento e tem homologação prevista para o próximo ano, quando deve entrar em produção. “Para outros modelos de linha temos pronta entrega”, avisa. Antes da abertura da loja, a empresa já havia comercializado 80 aeronaves, 75 delas para para transporte em plataformas de exploração de gás e petróleo. Com as perspectivas de aumento da produção petrolífera na costa brasileira, a conta inicial pode ser ainda maior.

É nos ares também que a loja Tools&Toys firma sua participação no aumento da frota de jatinhos no Brasil. Logo na semana de inauguração foi vendido um King Air 300 da Beechcraft, que custa lá fora US$ 3 milhões. A equipe da empresa oferece consultoria na compra de aviões novos e usados. E vai crescer mais?

“Nós acreditamos no crescimento do mercado de luxo”, diz Marcio Christiansen. “Com o aumento do número de milionários no país, a base da pirâmide está se alargando e nós vamos ganhar novos consumidores”.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Climas quentes aumentam tamanho de bico de aves

Se o tucano-toco tivesse evoluído na fria Irlanda, seu enorme bico teria sido muito menor. Pelo menos essa é a conclusão de um grupo de pesquisadores, que afirmam que troca de calor pode ser adicionada a dieta e atração sexual como importantes fatores responsáveis pelo tamanho do bico de aves.

No ano passado, Glenn Tattersall, da Universidade Brock, em Ontário, Canadá, descobriu que tucanos-toco perdem até 60% de sua temperatura corporal pelo bico.
Divulgação


Aves com bicos maiores (tucanos) vivem em habitats mais quentes que aves com bicos menores (pinguins)

Agora, Tattersall e Matthew Symonds, da Universidade de Melbourne, Austrália, compararam o tamanho do bico de 214 espécies de aves com as temperaturas mínimas anuais de seus habitats naturais. "De tucanos, a papagaios, a tetrazes, a pinguins, espécies de habitats mais frios têm bicos menores", diz Symonds.

Eles isolaram a influência da temperatura ao estudar somente bicos de fêmeas e ao comparar espécies com dietas similares vivendo em climas diferentes.

A temperatura explicou 16% da variação no tamanho de bicos. Para gaivotas e pinguins, a temperatura explicou 66% e 43% da variação, respectivamente.

O estudo foi publicado no periódico "The American Naturalist".